Não extingais o Espírito; não desprezeis as profecias. Discerni tudo e ficai com o que é bom (1 Ts 5, 19-21).

Estas notas são essencialmente uma síntese e pequena sistematização das mensagens sobre a Maçonaria a serviço da Besta, de cunho escatológico, transmitidas por Nossa Senhora ao Pe. Stefano Gobbi, do Movimento Sacerdotal Mariano (livro “Aos Sacerdotes, filhos prediletos de Nossa Senhora”, 18ª edição em português), inseridas no contexto dos textos bíblicos (no caso, a Bíblia de Jerusalém, Editora Paulinas), particularmente o Apocalipse.

Padre Stefano Gobbi (1)

Pe. Stefano Gobbi e o Papa João Paulo II

Estas notas são divididas em duas partes: “A primeira besta: a maçonaria” e “A segunda besta: a maçonaria eclesiástica”. Os assuntos são abordados na estrita observância ao conteúdo profético das mensagens de Nossa Senhora ao Movimento Sacerdotal Mariano e aos textos bíblicos correspondentes. Os textos bíblicos são claramente definidos no corpo do texto pela sua referência em termos da nomenclatura bíblica tradicional. As mensagens marianas são iniciadas pela indicação da data relativa à mensagem. O texto adicional se insere no teor de comentários, complementações e intercalações entre os textos proféticos. Nesta abordagem, foram sempre utilizadas o conhecimento obtido com o conjunto das revelações celestes, à luz das verdades perenes e imutáveis das Sagradas Escrituras.

Movimento Sacerdotal Mariano (1)

Movimento Sacerdotal Mariano

Que o Espírito Santo possa iluminar o coração e as mentes dos homens dos tempos finais para as palavras definitivas de Cristo: O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não passarão (Lc 21,33). E que, por meio da poderosa intercessão do Imaculado Coração de Maria, Sua Amadíssima Esposa, ousemos dizer: Vinde Senhor Jesus!

A PRIMEIRA BESTA: A MAÇONARIA

Maçonaria (3)

Com a derrocada, em parte, do comunismo no final do século XX, Satanás transfere seu ódio crucial à humanidade na figura da Primeira Besta do Apocalipse (Ap 13,2: … E o Dragão lhe entregou seu poder, seu trono, e uma grande autoridade), descrita como uma besta negra e semelhante a uma pantera:

Ap 13,1: Vi então uma Besta que subia do mar. Tinha dez chifres e sete cabeças; sobre os chifres havia dez diademas, e sobre as cabeças um nome blasfemo. A Besta que eu vi parecia uma pantera; seus pés, contudo, eram como os de um urso e sua boca como a mandíbula de um leão.

Nas mensagens ao MSM (Movimento Sacerdotal Mariano), Nossa Senhora esclarece a natureza desta primeira besta: a maçonaria, que quer conduzir os homens à perdição:

03/06/89 -… na grande luta que se combate entre os sequazes do enorme dragão vermelho e os sequazes da Mulher vestida de sol … Nesta terrível luta sai do mar, para ajudar o dragão, uma besta semelhante a uma pantera.

03/06/89 – Se o dragão vermelho é o ateísmo marxista, a besta negra é a maçonaria. O dragão vermelho se manifesta no vigor de sua potência; a besta negra, ao contrário, age na sombra, se esconde, se oculta, de modo a entrar em toda parte. Ela tem as patas de urso e a boca de um leão, porque opera em todo lugar com a astúcia e com os meios de comunicação social, isto é, da propaganda.

A primeira besta é, portanto, uma entidade jurídica, representada pela maçonaria: sociedade secreta de origem provável nas confrarias de pedreiros (“mason” em inglês e “maçon” em francês) e construtores de catedrais na Idade Média, particularmente na Inglaterra (a besta sai do mar…), onde foi criada a primeira Grande Loja da maçonaria moderna em 1717. Atuando com astúcia (“patas de urso”) e com o clamor dos meios de comunicação (“boca de um leão”), assume cada vez mais posições privilegiadas na sociedade contemporânea e, especialmente, no âmbito da própria Igreja (maçonaria eclesiástica); neste processo contínuo e traiçoeiro, cumpre a tarefa básica de destruir a adoração e o louvor a Deus, direcionando estes cultos a outras criaturas e a Satanás, em última instância (difusão das missas negras e do culto satânico).

03/06/89 – As sete cabeças indicam as várias lojas maçônicas … Esta besta negra tem dez chifres e sobre os chifres dez diademas, que são sinais de domínio e realeza. A maçonaria domina e governa todo o mundo por meio dos dez chifres.

03/06/89 – A besta abre a boca para proferir blasfêmias contra Deus … o intuito da maçonaria não é o de negar a Deus, mas de blasfemá-lo. A blasfêmia maior de todas é a de negar o culto devido só a Deus para dá-lo às criaturas e ao próprio Satanás.

Observe-se a correlação direta entre os dez chifres com os dez diademas e as sete cabeças entre a Besta e o Dragão Vermelho, caracterizando como única a origem demoníaca de ambos. Nossa Senhora esclarece adicionalmente estes pontos:

“O chifre, no mundo bíblico, foi sempre um sinal de amplificação, um modo de fazer a própria voz ser ouvida mais alto, um forte meio de comunicação. Por isso, Deus comunicou a sua Vontade por meio de dez chifres …: os dez mandamentos” e ainda “Se o Senhor comunicou a sua lei com os dez mandamentos, a maçonaria difunde por toda parte, com a potência dos seus dez chifres, uma lei que é completamente oposta à de Deus”.

Desta forma, a maçonaria desenvolve em todo o mundo um trabalho diabólico de promulgação da antítese dos dez mandamentos da Lei de Deus (aborto, promiscuidade moral, uniões homossexuais, violências de toda ordem, culto ao dinheiro e ao prazer, etc.). Em síntese, o objetivo da maçonaria não é o de negar propriamente a Deus, mas o de blasfemá-lo (Ap 13,6: Ela (a Besta) abriu então sua boca em blasfêmias contra Deus…) ridicularizando a vontade divina, buscando a perdição das almas e tornar vã a obra de redenção de Cristo.

As sete cabeças correspondem aos sete vícios capitais (título blasfemo colocado sobre cada cabeça (Ap 13,1: … e sobre as cabeças um nome blasfemo), que as diferentes lojas maçônicas buscam difundir por toda a parte, catalisando nos mesmos o culto devido exclusivamente a Deus (a “blasfêmia maior”). Os sete vícios capitais, incorporados na doutrina maçônica, opõem-se ferozmente às três virtudes teologais e às quatro virtudes cardeais da Igreja. Nossa Senhora, mais uma vez, esclarece estes pontos:

Ordem da Cabeça Título Blasfemo Virtude Contraposta Símbolo de Culto
Primeira Soberba Orgulho, Progresso, Razão
Segunda Luxúria Esperança Sensualidade, Impureza, Carne
Terceira Avareza Caridade Dinheiro, Poder
Quarta Ira Prudência Discórdia, Divisão, Cisma
Quinta Preguiça Fortaleza Domínio, Opinião Pública, Medo
Sexta Inveja Justiça Violência, Guerra
Sétima Gula Temperança Hedonismo, Materialismo, Prazer

Sob estes objetos diabólicos de culto, a maçonaria – irmã do comunismo – corrompe a humanidade e conduz as almas à perdição, com consequências descritas em palavras terríveis pela própria Mãe de Deus: “assim, as almas são precipitadas na tenebrosa escravidão do mal, do vício e do pecado e, no momento da morte e do juízo de Deus, no pântano do fogo eterno que é o inferno”. A ação diabólica é condicionada por inúmeras guerras e conflitos envolvendo povos de todo o mundo e grandes catástrofes naturais, bem como por uma sangrenta perseguição aos cristãos (Ap 13, 7: Deram-lhe permissão (à Besta) para guerrear contra os santos e vencê-los; e foi-lhe dada autoridade sobre toda tribo, povo, língua e nação).

Em outras passagens do capítulo 13 do Apocalipse, são ratificadas certas características deste poder maçônico universal, incluídas nas passagens acima: a autoridade sobre todos os povos e nações, poderes ilimitados, a adoração e subserviência de grande parte da humanidade (“todos os habitantes da terra cujo nome não está escrito desde a fundação do mundo no livro da vida do Cordeiro Imolado”; Ap 13,8). Dois pontos, entretanto, merecem destaque especial: (i) Ap 13,3: “Uma de suas cabeças parecia mortalmente ferida, mas a ferida mortal foi curada” (ver referência similar em Ap 13,12); (ii) Ap 13,5: “Foi-lhe dada uma boca para proferir palavras insolentes e blasfêmias, e também poder para agir durante quarenta e dois meses”.

Aparentemente, a ferida mortal em uma das cabeças da Besta pressupõe alguma sequela muito grave para os ideais maçônicos, comprometendo a estratégia adotada pela seita para o aniquilamento da Igreja. Tais efeitos, embora importantes, não foram mortais, ou seja, retardaram o processo, mas foram (ou podem ser) superados em etapa posterior (“a ferida mortal – que parecia mortal – foi curada”). A cabeça da Besta ferida e curada é uma paródia profana do Cristo morto e ressuscitado. As ações extraordinárias e decisivas dos papas João Paulo II e Bento XVI retardaram o plano maçônico de destruição da Igreja (2 Ts 2,7: “O mistério da iniquidade já está em ação, esperando apenas o afastamento daquele que ainda o detém”). Por outro lado, o poder de atuação da besta negra é limitado a 42 meses (3,5 anos). Tal indicação é concordante com o tempo a decorrer a partir da abominação da tribulação e da supressão do santo sacrifício.

A SEGUNDA BESTA: A MAÇONARIA ECLESIÁSTICA

Maçonaria (4)

Em paralelo à Trindade Santa, Satanás opõe-se com uma trindade profana, constituída pelo Dragão, a Besta negra e uma segunda Besta, esta semelhante a um cordeiro:

Ap 13,11: Vi depois outra Besta sair da terra: tinha dois chifres como um Cordeiro, mas falava como um dragão.

13/06/89 – O cordeiro, na Divina Escritura, sempre foi o símbolo do sacrifício.

13/06/89 – Ao símbolo do sacrifício está intimamente associado o do sacerdócio: os dois chifres… a besta com dois chifres, semelhante a um cordeiro, indica a maçonaria infiltrada no interior da Igreja, isto é, a maçonaria eclesiástica, que se difundiu, sobretudo, entre os membros da hierarquia.

À primeira Besta, segue-se outra de mesma natureza, agora saída da terra (a maçonaria eclesiástica infiltrada até os mais elevados escalões do Vaticano). Esta besta é semelhante a um Cordeiro (porque parte integrante da própria Igreja de Cristo que, pela sua redenção no Calvário, tornou-se o próprio sacrifício e verdadeiro Cordeiro de Deus que tira todos os pecados do mundo) e possui dois chifres, simbolizando a união indissociável entre a imolação pelos homens e o exercício do sacerdócio pelos membros da Santa Igreja (por exemplo, note-se em mensagem de 16/04/92: “É o dia (referindo-se à quinta-feira santa) do novo Sacerdócio e do novo Sacrifício, que é oferecido em toda parte da terra, para a vida do mundo”. Os bispos usam a mitra com duas abas os “chifres” – para simbolizar a plenitude do seu sacerdócio. Embora semelhante a um Cordeiro, a maçonaria eclesiástica atua na verdade como um dragão, em função de sua origem diabólica.

13/06/89 -… o objetivo da maçonaria eclesiástica é, por outro lado, de destruir Cristo e a sua Igreja, construindo um novo ídolo, isto é, um falso Cristo e uma falsa Igreja … A maçonaria eclesiástica procura destruir esta realidade (a Igreja verdadeira e hierárquica) com o falso ecumenismo, que leva a aceitação de todas as Igrejas Cristãs, afirmando que cada uma dela possui uma parte da verdade. Ela cultiva o projeto de fundar uma Igreja Ecumênica Universal, formada pela fusão de todos os credos cristãos, entre os quais a Igreja Católica.

Enquanto a maçonaria busca substituir o culto a Deus pelas falsas divindades atreladas aos vícios capitais, o propósito da maçonaria eclesiástica é promover um trabalho intenso de destruição completa de Cristo e do seu Corpo Místico que é a Igreja. Assim, buscam-se interpretações naturais e racionalistas para as verdades divinas do Evangelho, reduz-se a figura de Cristo a uma dimensão puramente histórica, desconsideram-se quaisquer aspectos de sua missão salvífica e nega-se a sua própria divindade e ressurreição. A destruição da Igreja é promovida pela quebra de sua unidade; pelos constantes dissensões e contestações ao Papa; pela eliminação da confissão individual; pelo esvaziamento do sacramento eucarístico, reduzido a um mero ritual de repetição de um acontecimento histórico, negando-se a Presença real e pessoal de Jesus nas hóstias consagradas. Mas, principalmente, a Igreja é vilipendiada pela doutrina do Ecumenismo, sendo reduzida a uma mera instituição, integrada a outros credos cristãos, possuidores todos eles de partes da Verdade Plena.

13/06/89 – Esta infiltração maçônica, no interior da Igreja, já vos foi predita por Mim em Fátima, quando vos anunciei que Satanás se introduziria até o vértice da Igreja.

Nossa Senhora faz referência a uma revelação fatimita não integrante das duas primeiras partes do Segredo, que são de conhecimento público:

13/05/92 – “Naquela ocasião (Fátima), eu predisse os tempos da perda da verdadeira fé e da apostasia, que se difundiria por toda a Igreja … eu predisse os tempos da guerra e da perseguição à Igreja e ao Santo Padre, por causa da difusão do ateísmo teórico e prático e da rebelião da humanidade a Deus e à sua Lei … eu predisse o castigo e que, por fim, o Meu Coração Imaculado triunfaria”.

Assim, Nossa Senhora revela o amplo processo de infiltração da maçonaria até os mais altos escalões da hierarquia da Igreja Católica (até o vértice da Igreja, ou seja, Satanás ocuparia o próprio trono do sucessor de Pedro). Não surpreende, portanto, os relatos de reações papais diante da gravidade de revelações que transpunham para a nossa época os tempos preditos no Apocalipse. Certamente, forças maçônicas inseridas dentro da Igreja inviabilizaram, de todas as formas possíveis, a divulgação das mensagens de Fátima, particularmente as revelações constantes do Terceiro Segredo, por razões óbvias.

Ap 13,12: Esta (a segunda Besta) exerce toda a autoridade a serviço da primeira Besta, fazendo com que a terra e os seus habitantes adorem a primeira Besta, cuja ferida mortal tinha sido curada.

17/06/89 – A maçonaria eclesiástica recebe ordem e poder das várias lojas maçônicas e trabalha para conduzir secretamente todos a fazer parte destas seitas secretas. Assim impele os ambiciosos com a perspectiva de uma carreira fácil; enche de bens os sedentos por dinheiro; ajuda os seus membros a se projetarem e a ocuparem os postos mais importantes.

Ap 13,14-15: Graças às maravilhas que lhe foi concedido realizar a serviço da Besta, ela seduz os habitantes da terra, incitando-os a fazer uma imagem em honra da Besta que tinha sido ferida pela espada, mas voltou à vida. Foi-lhe dado até mesmo infundir espírito à imagem da Besta, de modo a … fazer com que morressem todos os que não adorassem a imagem da Besta.

17/06/89 – A maçonaria eclesiástica chega até mesmo a construir uma estátua em honra da besta e constringe todos a adorar esta estátua … um ídolo tão poderoso que pode mandar matar todos os que não adoram a estátua da besta … este grande ídolo … é um falso Cristo e uma falsa Igreja. Mas, qual é o seu nome?

A maçonaria eclesiástica (segunda Besta), trabalhando intimamente associada e sob as ordens das lojas maçônicas, corrompe toda a hierarquia da Igreja com inúmeras concessões e privilégios outorgados àqueles que se filiam às diversas facções desta seita secreta. Neste influxo poderoso, o poder maçônico vai-se ampliando assustadoramente no âmbito da Igreja Católica, seduzindo um número cada vez maior dos seus membros, tangidos a postos e cargos superiores em troca de uma cada vez maior dependência com os princípios heréticos da seita.

No limite deste processo, a mensagem do Evangelho, distorcida, desmembrada e racionalizada, conformará as condições propícias para a viabilização de uma Igreja completamente deturpada (falsa Igreja), induzindo ao aparecimento de um falso Cristo (o apogeu da maçonaria e do tempo da purificação, da grande tribulação e da apostasia).

Mas, qual é o seu nome? O nome da estátua da besta, do ídolo do apogeu maçônico e do falso Cristo é o nome do Anticristo!

O capítulo 13 do Livro do Apocalipse tem suscitado vários tipos de interpretações e especulações. A utilização de um mesmo termo genérico (“besta”) para as diversas manifestações de Satanás (caracterizando, assim, a origem comum de todas elas) constituiu uma dificuldade intransponível em termos do completo entendimento do texto. Nas mensagens ao MSM (Movimento Sacerdotal Mariano), Nossa Senhora finalmente distingue as diferentes bestas apocalípticas na maçonaria (primeira besta), na maçonaria eclesiástica (segunda besta) e no Anticristo (a imagem da primeira besta ou a besta com número de homem), este sendo a expressão final e derradeira de Lúcifer, da antiga serpente, do demônio ou de Satanás.

Ap 13,12-15: Esta (a segunda Besta) exerce toda a autoridade a serviço da primeira Besta, fazendo com que a terra e os seus habitantes adorem a primeira Besta, cuja ferida mortal tinha sido curada. Ela opera grandes maravilhas … Graças às maravilhas que lhe foi concedido realizar a serviço da Besta, ela seduz os habitantes da terra, incitando-os a fazer uma imagem em honra da Besta que tinha sido ferida pela espada, mas voltou à vida. Foi-lhe dado até mesmo infundir espírito à imagem da Besta, de modo a … fazer com que morressem todos os que não adorassem a imagem da Besta.

17/06/89 – Combatei comigo, filhos pequeninos, contra a besta negra, a maçonaria … Combatei comigo, pequenos filhos, contra a besta semelhante a um cordeiro, a maçonaria infiltrada no interior da vida eclesiástica para destruir Cristo e sua Igreja. Para alcançar esse objetivo quer construir um novo ídolo, isto é, um falso Cristo e uma falsa Igreja. A maçonaria eclesiástica chega até mesmo a construir um estátua em honra da besta e constringe todos a adorar esta estátua. A estátua ou o ídolo, construído em honra da besta (primeira besta), para ser adorado por todos os homens, é o Anticristo.

A maçonaria eclesiástica, como imitação profana do Espírito Santo, realiza grandes prodígios e maravilhas, chegando mesmo a infundir espírito à imagem da Besta. São os tempos finais da grande tribulação e do Anticristo.

Ap 13,18: Aqui é preciso discernimento! Quem é inteligente calcule o número da Besta, pois é um número de homem: seu número é 666.

17/06/89 – Com a inteligência, iluminada pela luz da divina sabedoria, consegue-se decifrar no número 666 o nome de um homem e este nome, indicado por tal número, é o do Anticristo… A estátua ou o ídolo, construído em honra da besta, para ser adorado por todos os homens, é o Anticristo.

Nossa Senhora esclarece o significado deste número em várias passagens da mensagem de 17/06/89, sendo expostos a seguir os resumos destas interpretações, com alguns comentários adicionais.

O número 333 é o número da divindade, expressando os mistérios principais da fé católica: 333 indicado uma vez exprime o mistério da Unidade de Deus; 333 indicado duas vezes exprime o mistério da natureza humana e divina de Jesus; 333 indicado pela terceira vez exprime o mistério da Santíssima Trindade. O número de satanás é 666, uma vez que se rebelou contra Deus por soberba, querendo, assim, colocar-se acima de Deus (o dobro de Deus). Os períodos múltiplos de 666 foram tipificados por pré manifestações do Anticristo:

Ano de 666: manifestação do Anticristo através da expansão do Islamismo por toda a Europa, visando a Destruição de Cristo e da Igreja Católica. A fase áurea da expansão árabe ocorreu entre 632 (ano da morte de Maomé) a 732 (a invasão da França é contida pela vitória de Carlos Martel na batalha de Poitiers). Em 740, os exércitos árabes da Ásia Menor são vencidos pelas tropas do Imperador Leão III, na batalha de Akroinos. Poitiers e Akroinos são eventos decisivos na contenção do expansionismo árabe no Ocidente.

Ano de 1332 (666×2): manifestação do Anticristo através das premissas da divisão da Igreja e nascimento de filosofias baseadas na supremacia da ciência e da razão, em contraposição à fé. Tais concepções vão originar, nos séculos subsequentes, o desenvolvimento de um grande número de sistemas filosóficos que tornam irrelevantes os princípios da fé na palavra de Deus e proporcionam importantes divisões da Igreja, bem como a instituição de inúmeras outras religiões cristãs, com perda gradual e cada vez mais extensa das verdades do Evangelho.

Ano de 1998 (666×3): a manifestação do Anticristo através da usurpação do próprio trono de Pedro, imposto como um ídolo maçônico para ser colocado no lugar do próprio Cristo. São os tempos do vértice da purificação, da apostasia e da grande tribulação. Ao falar deste ano, Nossa Senhora expressa-se da seguinte forma:

17/06/89 – Neste período histórico, a maçonaria, ajudada pela maçonaria eclesiástica, conseguirá o seu grande intento: construir um ídolo para colocar no lugar de Cristo e da sua Igreja.

Note-se que este período histórico deve ser entendido em período próximo ao ano de 1998 e não necessariamente neste ano em particular. Analogamente, as datas de 666 e 1332 são tomadas como referências para períodos bem maiores em que Satanás se manifestou de forma particularmente agressiva para desestabilizar a mensagem do Evangelho aos homens. Por outro lado, caberá à maçonaria o grande intento da imposição do falso Cristo, logo o Anticristo terá origem maçônica, mas não será proveniente da hierarquia eclesiástica (todas as vinculações do Anticristo no Apocalipse 13 são com a primeira besta e não com a segunda besta). Tais condições ratificam a dupla identidade de atuação do Anticristo: membro de uma loja maçônica e líder mundial durante 3,5 anos; falso Cristo assente no vértice da Igreja por mais 3,5 anos pela concessão da maçonaria eclesiástica e de grande parte dos homens (Ap 13,3: a terra inteira … adorou o Dragão por ter entregue a autoridade à Besta).

Ap 13, 16-17: Faz (a segunda besta) também com que todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, escravos e livres recebam uma marca na mão direita ou na fronte, para que ninguém possa comprar ou vender se não tiver a marca, o nome da Besta (o Anticristo) ou o número do seu nome.

17/06/89 – (O Anticristo é) … um ídolo tão poderoso que pode mandar matar todos os que não adoram a estátua da besta … um ídolo tão forte e dominador, que faz com que todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos recebam uma marca sobre a mão direita e (ou?) sobre a fronte.

Este falso Cristo será tão poderoso que todos não poderão vender ou comprar (ou seja, desenvolver suas atividades quotidianas de estudo e de trabalho) sem a atribuição de sua marca na fronte ou sobre a mão direita, ou seja, sem a aquiescência e a devoção às heresias de um poder maçônico universal.

Ap 16,13: Nisto vi que da boca do Dragão, da boca da Besta e da boca do Falso Profeta saíram três espíritos impuros, como sapos.

Ap 19,20: A Besta, porém, foi capturada junto com o Falso Profeta, o qual, a serviço da Besta, tinha realizado sinais com que seduzira os que haviam recebido a marca da Besta e adorado a sua imagem.

Nestes trechos (e mais Ap 20,10) aparece uma nova entidade maligna identificada como sendo o “Falso Profeta” que, a serviço da Besta (maçonaria), deverá contribuir decisivamente para a implantação universal do reino do Anticristo. Novamente Satanás, o macaqueador de Deus, usa o expediente da imitação profana: a João Batista, profeta de Jesus, contrapõe com um Falso Profeta que prepara o caminho do Anticristo. À realidade terrena da Igreja profanada, surge a “nova era” (em contraponto a “Boa Nova”) do próprio demônio: assim, o Falso Profeta provém da maçonaria eclesiástica e seu tempo será curto, viabilizando, entretanto, na sua raiz satânica, a preparação para a manifestação imediata do Anticristo.

MENSAGENS FINAIS

Que o grande dia do Senhor não nos encontre dormindo; que nós não nos encontremos entre aqueles que interpelarão o Senhor sobre porque não foram previamente avisados do que estava tão próximo de acontecer, porque tudo o que está escrito quanto ao fim dos tempos, há de acontecer e há de acontecer agora, nos estertores do segundo milênio.

31/12/97 (última mensagem pública ao MSM) – Tudo vos foi revelado: o meu desígnio vos foi profeticamente anunciado em Fátima e, nesses anos, eu o realizei através do meu Movimento Sacerdotal Mariano … enfim tudo quanto eu vos devia dizer vos foi dito, porque tudo vos foi revelado.

Tudo está revelado. A resposta que o céu aguarda a tantas mensagens é a nossa profunda conversão: viver no mundo, vivendo na graça de Deus. Oração, penitência, jejum, confissão e comunhão eucarística frequentes, caridade, respeito e adoração a Deus, fidelidade e fé, consagração plena aos corações Imaculados de Jesus e de Maria: eis o que céu nos pede, a vigorosa resposta de uma Igreja e de cristãos autênticos à luz dos Evangelhos, merecedores e destinados à construção do Reino de Maria.

Vinde Espírito Santo, vinde por meio da poderosa intercessão do Imaculado Coração de Maria, Vossa Amadíssima Esposa!

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