A APOSTASIA: CRISE DA FÉ, FATOS E BÍBLIA

Apostasia (1)

ÍNDICE DOUTRINÁRIO

1. Apostasia, crise da fé.

1.1. Introdução

1.2. Fatos

1.3. A Bíblia confirma a perda da fé dos últimos tempos

2. Calvário da Igreja

2.1. Previsto a revolta contra a Igreja

2.2. Porque se voltam contra a Igreja?

3. Maçonaria: a aceleradora da apostasia

3.1. Os princípios da maçonaria

3.2. Influência da maçonaria na Igreja Católica

3.3. A ação da maçonaria

4. Começa a aparecer a Nova Ordem Mundial

5. A Abominação da Desolação: perigo para a Missa e o mundo

6. O Anticristo

6.1. O Anticristo no sentido bíblico da palavra

6.2. O Anticristo nas profecias de Santos da Igreja

6.3. Mais profecias sobre o Anticristo

6.4. Sinais que se reconhecerá no Anticristo

7. Comprovando os fatos


1. APOSTASIA, CRISE DA FÉ

1.1. Introdução

Padre Michael O Carroll (1)

Pe. Michael O’Carroll

A apostasia segundo o Pe. Michael O’Carroll[1] C.S.Sp. começa a fazer uma pequena introdução sobre esse tema: “O Papa Paulo VI testemunhou a aceleração da perda da fé ou apostasia durante o século XX, no qual o que se a havia desenvolvido em segredo acabou por se revelar abertamente, o Papa Paulo VI, não escondeu a plena consciência que tinha da situação nem a sua profunda tristeza. Falando aos bispos franceses, daquilo que o estava preocupando, neste país, notou que não faltava quem pensasse que ele ignorava uma tal situação. Sua expressão mostrava sobre a situação católica mundial, a autodestruição ou autodemolição da igreja (auto significa que é feito por pessoas de dentro da Igreja) afirmando que o ‘fumo de satanás’ tinha invadido a Igreja”.

Padre Michael O’Carroll continua sobre o Papa Paulo VI: “O Papa sabia que, embora as estatísticas globais dessem anualmente a impressão de um crescimento, em número de Católicos (aliás nada proporcional ao aumento da população mundial, mas sem impressionante contraste com ela) uma ou outra questão se punha, com uma intensidade crescente, por uma disciplina que recentemente aparecera, a sociologia da religião: que percentagem de Católicos praticam sua religião, se, por prática, se entender assistir à Missa dominical e celebrar a festa da Páscoa, recebendo a Sagrada Comunhão, pelo menos uma vez por ano? Quantos Católicos observam essa norma?”.

Havia certamente, depois do século XIX, uma vaga ideia de “massas não praticantes”. Um livro que apareceu durante a segunda guerra mundial, “France, pays de mission”, varreu as imprecisões e fez notar claramente que o rigor era uma verdadeira necessidade. Os autores lamentavam que milhões dos seus concidadãos não fossem mesmo batizados. Era essa a causa da própria apostasia. Numerosos inquéritos se fizeram em diversos países e os resultados são nada menos que aflitivos, na sua maior parte: a percentagem dos praticantes é bem reduzida.

Pe. Michael O’Carroll cita ainda: “Tratando do estado presente da Igreja Católica, empregue-se ou não a palavra apostasia, possuímos muitos estudos descritivos, vários testemunhos místicos”. E logo em seguida cita alguns testemunhos místicos: Fátima, Akita, Garabandal e Vassula.

1.2. Fatos

A perda de fé na Igreja hoje não é porque a Igreja está desatualizada, ou é natural a religião cristã deixar de ser maioria, mas é fato previsto, veja nas profecias mais adiante.

Países como China e Arábia onde há controle, o Estado pune alguém que evangelizar, na Indonésia e Índia, são as pessoas de outras religiões que perseguem severamente, esses países são mais de um terço da humanidade. Dados da organização Ajuda à Igreja Necessitada (AIN), apontam que os cristãos não podem professar publicamente a sua fé em cerca de 60 países, por causa do Islamismo, Secularismo e Comunismo.

Estatísticas da Igreja anos 60 e atual

Lembrando que a população dos anos 60 até hoje praticamente duplicou.

Padres em exercício

1965 – 58.000

2002 – 45.000

Ordenações

1965 – 1.575

2002 – 450

Paróquias sem padre

1965 – 549 (cerca de 1%)

2002 – 2.928 (cerca de 15%)

Seminaristas

1965 – 49.000

2002 – 4.700

Freiras

1965 – 180.000

2002 – 75.000

Frades

1965 – 12.000

2002 – 5.700

Jesuítas

1965 – 5.277

2002 – 3.172

Franciscanos

1965 – 2.534

2002 – 1.492

Christian Brothers

1965 – 2.434

2002 – 959

Redentoristas

1965 – 1.148

2002 – 349

Colégios Católicos

1965 – 1.566

2002 – 786

Estudantes de Colégios Católicos

1965 – 700.000

2002 – 386.000

Escolas Paroquiais

1965 – 10.504

2002 – 6.623

Estudantes de Escolas Paroquiais

1965 – 4,5 million

2002 – 1,9 million

Batismo de Crianças

1965 – 1,3 million

2002 – 1 million

Batismos de Adultos (conversões)

1965 – 126.000

2002 – 80.000

Casamentos Católicos

1965 – 352.000

2002 – 256.000

Anulamentos

1965 – 338

2002 – 50.000

Presença Regular à Missa – estudo nº 1

1958 – 74% 74% dos Católicos (pesquisa Gallup)

1994 – 26.6% dos Católicos (estudo da Notre Dame)

Presença Regular à Missa – estudo da Fordham University

1965 – 65% dos Católicos

2000 – 25% dos Católicos

Misc. (fonte, National Catholic Reporter)

77% acreditam que Católicos não precisam assistir à Missa aos Domingos

65% acreditam que Católicos possam se divorciar e casar novamente

53% acreditam que Católicos possam fazer aborto

10% acreditam no ensinamento da Igreja com relação ao controle de natalidade (fonte: pesquisa da Notre Dame)

70% acreditam que a Eucaristia seja uma “lembrança simbólica” de Nosso Senhor (pesquisa da New York Times)

Fatos atuais sobre a perda de fé

Um católico não pode ficar indiferente a estas graves questões que põem em risco a sua fé e a sua salvação, sem correr o risco de ouvir, de Nosso Senhor Jesus Cristo, no dia do Juízo Final, a condenação e o castigo por não termos defendido nossa fé, como é nossa mais grave obrigação.

Linguagem

  • A linguagem dos eclesiásticos tornou-se dúbia, abandonando os termos e fórmulas dogmáticas para adotar linguagem social e humana.
  • Deixaram de falar em transubstanciação – em comunhão – em missa – em sacrifício da missa e adotaram o termo “eucaristia”.
  • As orações passaram a ser feitas no singular, abandonando o plural majestático próprio para as coisas espirituais.
  • A palavra “sacramento” passou a designar coisas diversas, como mistérios, ritos não sacramentais, encontros ecumênicos, etc.
  • Nosso Senhor nunca mais foi chamado claramente de Deus e seu poder passou a ser atribuído a Deus, como se Jesus fosse apenas um homem.
  • A Virgem Maria, chamada apenas de Maria, não é mais a Mãe de Deus, mas apenas a mãe de Jesus, bem ao gosto protestante.
  • A Igreja já não é mais o Corpo Místico de Cristo, mas o Povo de Deus.

Dogmas

  • A missa deixa de ser a renovação incruenta do Sacrifício da Cruz para ser apenas banquete e refeição.
  • O sacerdócio deixa de ser participação no poder de Cristo e passa a ser uma função dentro do Povo de Deus.
  • Jesus Cristo sendo apenas um homem, é tratado como um companheiro, amigo, mas não como Deus e Salvador.
  • Nossa Senhora é vista como uma mulher qualquer, os dogmas marianos são esquecidos, já não se fala mais em sua Imaculada Conceição, sua Maternidade Divina, muito menos na Mediação de todas as graças, que o Concílio não quis nem mesmo abordar.
  • A Igreja passa a ser uma agremiação como as demais, aberta ao diálogo e ao ecumenismo, tratando as falsas igrejas no mesmo nível. Não é mais considerada como detentora de toda a Verdade. Já não é mais vista como santificadora, tendo por obrigação levar o Evangelho a todos os povos.

Bíblia

  • Perde-se a noção de infalibilidade da Bíblia. A inspiração divina é mal interpretada, considerada como uma inspiração artística.
  • Deus não é mais o autor principal da Bíblia. Ele apenas influencia de longe o escritor humano.
  • Os Evangelhos já não são mais considerados como históricos. Adota-se a heresia protestante segundo a qual eles foram escritos pelas comunidades primitivas ao longo dos primeiros séculos. Ensina-se que existe o Cristo da Fé (idealizado) e o Cristo histórico, que ninguém sabe bem como foi.
  • Diversos outros erros protestantes são introduzidos no ensino das Sagradas Escrituras.
  • Adotam traduções ditas ecumênicas que escamoteiam as verdades de fé que nos separam dos protestantes e judeus.

Moral

  • Adota-se uma moral relativista, que considera que cada época tem princípios diferentes de viver.
  • A noção de pecado perde a força, ganhando conotações puramente sociais. Já não se considera a ofensa a Deus.
  • A própria noção de moral desaparece das preocupações dos homens de bem. Nada mais pode ser proibido, não há mais limites para a permissividade.
  • Atitudes de imoralidade nos costumes passam a ser consideradas normais, sem que os padres corrijam os erros. Nudismo nas ruas, diversões imorais, atitudes indecorosas, namoros excessivos, homossexualismo, etc.
  • Na moral conjugal já não se considera pecado, ao menos na prática, os atos contra a santidade do casamento. Os métodos contraceptivos são aceitos pelos padres e por muitos bispos, contrariando a doutrina da Igreja.

Sacramentos

  • O batismo já não é mais visto como de extrema urgência e necessidade. Torna-se um rito de admissão ao Povo de Deus. Desaparece a noção de pecado original, o qual, aliás passa a ter um valor puramente simbólico. O rito do batismo perde os exorcismos e o sal bento.
  • A Crisma muda de forma o que torna duvidosa a validade deste sacramento. Muitos bispos negligenciam a administração deste sacramento.
  • A confissão perde seu valor. Vira um rito comunitário ou, quando muito, uma conversa informal com um padre. É abolido o confessionário, a posição de joelhos. Muitos padres dizem que certos pecados graves já não são mais considerados como pecado.
  • A missa nova, além de perder a sacralidade de seus ritos, modifica partes essenciais.
  • A missa torna-se uma festa. Tudo é permitido e seria muito longo enumerar os absurdos ainda praticados sob aplausos dos bispos ou mesmo em missas papais. Danças com mulheres seminuas, atos políticos, missas sacrílegas onde se consagra com matérias diferentes do pão de trigo e vinho de uva.
  • A comunhão é distribuída sacrilegamente, nas mãos. Além do sacrilégio das mãos impuras e não consagradas, a Sagrada Hóstia é levada abusivamente para casa, para a macumba, para missas-negras, etc.
  • Diminui drasticamente o número de missas celebradas devido ao caráter social da missa nova e às concelebrações.
  • A Extrema Unção muda de forma sacramental, tornando-se uma simples bênção, sem poder de preparar as almas para a morte. Passa a ser administrada a pessoas que não estejam doentes.
  • A Ordem muda também de forma sacramental e seu rito já não exprime a teologia do sacerdócio de Cristo. O padre torna-se um “funcionário”, que preside a algumas cerimônias como parte de suas funções. Não se exprime mais o poder sacerdotal próprio da hierarquia.
  • O casamento sofre a quase destruição pela prática não coibida do divórcio, do adultério, do sexo precoce. Cresce de modo espantoso os casos de nulidade de casamento, tendo os tribunais eclesiásticos a tendência a declarar nulo qualquer casamento mais ou menos problemático.

Igreja e Ecumenismo

  • A Igreja Católica não é mais considerada como sendo a única verdadeira, a única fonte de salvação.
  • O dogma de nossa fé: “fora da Igreja não há salvação” é posto em dúvida.
  • As falsas religiões são consideradas como salvíficas, ou seja, capazes de levar seus membros à salvação.
  • Espalham-se ritos ecumênicos com representantes de diversas religiões.
  • Muitos protestantes, judeus, islâmicos, são orientados pelos bispos a não mudarem de religião, mesmo quando queriam se tornar católicos.

Seminários e Formação

  • Abandonam o ensino de São Tomás de Aquino e dos doutores católicos.
  • Passam a ensinar filosofias contrárias ao dogma católico, como o relativismo filosófico, o subjetivismo, a fenomenologia, o socialismo, etc.
  • Os seminários passam a ser abertos, com presença de moças, sem regime de clausura ou de internato. Muitos homossexuais são admitidos ao sacerdócio.
  • Todos os dogmas católicos são subvertidos no ensino dos seminários. Por exemplo: a consagração da missa passa a ser ensinada como “narrativa”.
  • Editoras e livrarias ditas católicas editam e difundem livros contra a Igreja, como marxismo, tarô, sincretismo religioso, etc.
  • Os colégios outrora católicos ensinam doutrinas e costumes contrários à fé, destruindo nos corações das crianças o fundamento da religião. Os exemplos são inúmeros e não caberiam nesta lista.

Hierarquia e Conferências Episcopais

  • O Vaticano se envolve em grande escândalo onde o Banco do Vaticano aparece ligado à loja maçônica P2.
  • O Vaticano recebe e mantém relações com a maçonaria.
  • Muitos bispos participam de cerimônias maçônicas.
  • É instaurado na Igreja o governo democrático, pelo Sínodo dos Bispos e Conferências Episcopais, contrariando a ordem monárquica de governo instituída por Nosso Senhor.
  • As Conferências Episcopais formam centros de manipulação das consciências, forçando a adesão da maioria a seus projetos marxistas e revolucionários.
  • O Vaticano inicia uma revisão da noção de papado, de modo a aproximar o governo da Igreja do agrado dos protestantes.

1.3. A Bíblia confirma a perda da fé dos últimos tempos

A Sagrada Escritura confirma que a perda da fé e da caridade é grave no Fim dos Tempos:

Mt 24,12-13: “E, ante o progresso crescente da iniqüidade, a caridade de muitos esfriará. Entretanto, aquele que perseverar até o fim será salvo”.

Mc 13,13: “E sereis odiados de todos por causa de meu nome. Mas o que perseverar até o fim será salvo”.

2Tes 2,3: “Ninguém de modo algum vos engane. Porque primeiro deve vir a apostasia, e deve manifestar-se o homem da iniqüidade, o filho da perdição…”

2Tm 3,1.5: “Nota bem o seguinte: nos últimos dias haverá um período difícil. Os homens se tornarão egoístas, avarentos, fanfarrões, soberbos, rebeldes aos pais, ingratos, malvados, desalmados, desleais, caluniadores, devassos, cruéis, inimigos dos bons”.

IIPd 3,3: “Sabei antes de tudo o seguinte: nos últimos tempos virão escarnecedores cheios de zombaria, que viverão segundo as suas próprias concupiscências. Eles dirão: Onde está a promessa de sua vinda”?

Ap 3,15: “Conheço as tuas obras: não és nem frio nem quente. Oxalá fosses frio ou quente”!

O Novo Testamento mostra que as profecias verdadeiras são as cristãs porque previram falsas religiões.

O Apocalipse da Igreja Católica já está acontecendo, conforme as diversas profecias que previram:

– A negação dos Mandamentos de Deus (os 10).

– Negação de Jesus como único Salvador.

– Considerar que o pecado não leva às trevas.

– Não seguir a doutrina de Jesus e dos apóstolos, dizendo que há outras doutrinas que levam a Deus ou que podem ser Deuses.

As profecias bíblicas já mostram que é incompatível suas profecias com as do movimento Nova Era e Espíritas, porque as bíblicas falam da perda de fé nos últimos tempos, que atinge as Igrejas cristãs, principalmente a Igreja Católica, no qual deixa de crer na verdade do evangelho para crer em outras doutrinas:

“Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades, ajustarão mestres para si. Apartarão os ouvidos da verdade e se atirarão às fábulas” (2Tm 4,3-4).

Essa é o perfeito cumprimento porque na Nova Era e Espiritismo são outros mestres, onde cada um pode chegar a uma perfeição divina, ser um iluminado.

“Nos últimos dias haverá um período difícil. Os homens se tornarão egoístas, avarentos, fanfarrões, soberbos, rebeldes aos pais, ingratos, malvados, desalmados, desleais, caluniadores… Deles fazem parte os que se insinuam jeitosamente pelas casas e enfeitiçam mulherzinhas carregadas de pecados, atormentadas por toda espécie de paixões, sempre a aprender sem nunca chegar ao conhecimento da verdade” (2Tm 3,1-3.6s).

E as conseqüências acima são da falta da verdadeira doutrina pregada pelos apóstolos que hoje em dia é cada vez mais esquecida.

“Acautelai-vos, que ninguém vos engane. Pois muitos virão em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo, e enganarão a muitos (…) Surgirão muitos falsos profetas, e enganarão a muitos (…) Então, se alguém vos disser: Olhai, o Cristo está aqui, ou ali, não lhes deis crédito. Pois surgirão falsos cristos e falsos profetas” (Mateus 24).

Tais movimentos elegem vários Cristos (Ungidos) no qual cada um poderá se tornar um ungido ou iluminado através da evolução própria dessas seitas. Quando na verdade o homem só cresce na graça de Deus pelos meios que Jesus e os apóstolos deixaram claro na Bíblia.

“Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são lobos ferozes” (Mateus 7,15).

“Amados, não creiais a todo espírito, mas provai se os espíritos vêm de Deus; porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo” (I João 4,1).

E as profecias bíblicas continuam mostrando que os falsos profetas que estão desacordo com a doutrina Bíblica já estão a surgir:

“Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema” (Gal. 1,8).

Então se nem de anjos são aceitos a acreditar em um diferente evangelho, muito menos invocação de espíritos e seres ditos “evoluídos”.

“Igualmente hão de surgir muitos falsos profetas, e enganarão a muitos…” (Mateus 24,11).

“Mas houve também entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá falsos mestres, os quais introduzirão encobertamente heresias perniciosas, negando o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição” (II Pedro 2,1).

Vemos acima que as heresias que fizeram contra a Igreja Católicas só levou a tais adeptos de tais heresias a perda de fé em Jesus, conforme vemos nos países europeus que se tornaram adeptos das heresias protestantes, hoje se afastaram da fé em Jesus Cristo.

E como muitas seitas, inclusive o Espiritismo, de que nada valeu a crucificação de Jesus Nosso Senhor para resgatar o homem: “negando o Senhor que os resgatou”. Essa heresia é da reencarnação, de que se livrar do mundo material seria um bem. Jesus nos resgatou do pecado, oferecendo-se em sacrifício.

“Ó Timóteo, guarda o bem que te foi confiado! Evita as conversas frívolas e mundanas, assim como as contradições de pretensa ciência (conhecimento ou gnose)” (1Tm 6,20).

A gnose é base para muitas seitas da Nova Era, teve muita influência no Espiritismo.

Concluindo: A principal deturpação desses movimentos que anunciam um novo evangelho é dizer que os Católicos e os protestantes interpretam os evangelhos de um modo diferente, claro que este será o primeiro argumento destes movimentos espíritas e Nova Era, já que eles anunciam um novo evangelho. Quando na verdade o Evangelho nunca foi modificado ou deturpado em suas escritas originais.

2. CALVÁRIO DA IGREJA

2.1. Previsto a revolta contra a Igreja

Assim como Jesus morreu e ressuscitou, a Igreja passará pelos mesmos passos, esse era o pensamento dos Santos Padres da Igreja Primitiva e de muitos padres até o século 19 e que consta hoje em dia no Catecismo da Igreja Católica. Assim como visto na Bíblia que a perda da fé e a perseguição tenderá a ser maior com a aproximação do Fim dos Tempos.

E o diabo sabendo que pouco tempo lhe resta, já que no final de tudo ele será aprisionado (Ap. 20), ele agirá contra a Igreja como nunca agiu antes, lembrando que há profecias que muitos demônios seriam soltos do inferno.

E Deus permitirá que os que não creram na Verdade sejam seduzidos pelos ímpios que satanás guiar: “Ele (o ímpio) usará de todas as seduções do mal com aqueles que se perdem, por não terem cultivado o amor à verdade que os teria podido salvar”. “Por isso, Deus lhes enviará um poder que os enganará e os induzirá a acreditar no erro”, ou seja, está aí a resposta porque Deus permitirá que o ímpio e outros façam tantos milagres para enganá-los porque:

“Porque se levantarão falsos cristos e falsos profetas, que farão milagres a ponto de seduzir, se isto fosse possível, até mesmo os escolhidos”. E “Por isso que desse modo, serão julgados e condenados todos os que não deram crédito à verdade, mas consentiram no mal” (2Tes 2,9-11).

Vejamos o que diz o Catecismo:

“A Igreja peregrina leva consigo em seus sacramentos (…) a figura deste mundo que passa, e ela mesma vive entre as criaturas que gemem e sofrem como que dores de parto até o presente e aguardam a manifestação dos filhos de Deus” (CIC 671).

Como diz em muitas profecias da Bíblia, assim como uma mulher para dar a luz sofre de dor, assim a Igreja sofre na espera da Vinda de Cristo. No livro de Gênesis em que Deus fala que a mulher sofrerá dores do parto para dar à luz tem também provavelmente uma ligação forte com a transição da Era do Pecado inaugurado por Eva até à Era da Luz ou do fim do pecado original no homem.

“O tempo presente é, segundo o Senhor, o tempo do Espírito e do testemunho mas é também um tempo ainda marcado pela ‘tristeza’ e pela provação do mal, que não poupa a Igreja e inaugura os combates dos últimos dias. E um tempo de expectativa e de vigília” (CIC 672).

Sobre o Advento da vinda de Cristo: “Este acontecimento escatológico pode ocorrer a qualquer momento , ainda que estejam ‘retidos’ tanto ele como a provação final que há de precedê-lo” (CIC 673).

Esta última parte é citado a passagem de Tessalonicenses que fala da vinda do “ímpio” que enganará a muitos: “de toda a sorte de portentos, sinais e prodígios enganadores” (2 Tes 2,9). Mais sobre o ímpio ou mistério da iniqüidade será comentado no capítulo sobre o Anticristo.

Para economizar um pouco do Catecismo iremos citar apenas uma importante passagem que fala do seguimento da Igreja pelo caminho de Jesus: “A Igreja só entrará na glória do Reino por meio desta derradeira Páscoa, em que seguirá seu Senhor em sua Morte e Ressurreição. Portanto, o Reino não se realizará por um triunfo histórico da Igreja segundo um progresso ascendente, mas por uma vitória de Deus sobre o desencadeamento último do mal” (CIC 677).

Ou seja, não se realizará por um triunfo otimista em que acham que tudo ficará bem e uma era de paz se iniciará, como prevêem os falsos profetas da Nova Era e outros otimistas católicos que evitam falar em Fim dos Tempos.

Recordemos, mais uma vez, as palavras proféticas de Monsenhor Pacelli (o depois Papa Pio XII), ditas à luz da Mensagem de Fátima:

“As mensagens da Santíssima Virgem à Lúcia de Fátima preocupam-me. Esta persistência de Maria sobre os perigos que ameaçam a Igreja é um aviso do Céu contra o suicídio de alterar a Fé na Sua liturgia, na Sua teologia e na Sua alma (…) Ouço à minha volta inovadores que querem desmantelar a Capela-Mor, destruir a chama universal da Igreja, rejeitar os Seus ornamentos e fazê-la ter remorsos do seu passado histórico.

Chegará um dia em que o mundo civilizado negará o seu Deus, em que a Igreja duvidará como Pedro duvidou. Ela será tentada a acreditar que o homem se tornou Deus. Nas nossas igrejas, os cristãos procurarão em vão a lamparina vermelha onde Deus os espera[2]. Como Maria Madalena, chorando perante o túmulo vazio, perguntarão: ‘Para onde O levaram’?”

Papa Pio XII (1)

Sublinhamos também, na Introdução, que esta grande mudança de orientação na Igreja – “na Sua liturgia, na Sua teologia e na Sua alma”, como o futuro Papa Pio XII especificou era o objetivo, há tanto tempo acarinhado, das forças organizadas que, desde há séculos, têm vindo a conspirar contra a Igreja; as mesmas forças que estavam no poder em Portugal em 1917 e que foram repelidas pela Consagração deste País ao Imaculado Coração de Maria em 1931.

Anne Catherine Emmerich disse que “50 a 60 anos antes do 2000 o demônio seria solto do inferno”. Curiosamente, 61 anos antes do ano 2000, Hitler começava a Segunda Guerra Mundial, e nos anos 60 começaria a decadência da Igreja Católica que vemos hoje.

Anne Catherine Emmerich (1)

Santa Brígida, da Suécia, foi uma das mais conhecidas Santas da Idade Média. Fundou a Ordem das Religiosas de São Salvador. Referindo-se aos Últimos Tempos, disse: “40 anos antes do ano 2000, o demônio será deixado solto, por um tempo. Quando tudo parecer perdido, Deus, mesmo de improviso, porá fim à maldade”. O sinal desses eventos, continua Santa Brígida, será: “Os sacerdotes deixarão de usar hábito santo e se vestirão como pessoas comuns; as mulheres se vestirão como os homens e os homens como as mulheres”.

Santa Brígida da Suécia (1)

2.2. Porque se voltam contra a Igreja? Porque a Igreja Católica vai passar e passa pela crise atual?

Algumas pessoas dizem que a culpa da Igreja no passado influencia no sofrimento do Papa ou igreja no mundo atual. Isso não é verdade, no qual confunde a Igreja que é Una, Santa, Católica e Apostólica com os seus dirigentes que são humanos pecadores e fracos assim como você. Então, a Igreja não tem culpa de nada no passado, o que tal pessoa fez ela mesmo pagará a própria pena inclusive da omissão de cuidar dos fiéis.

Há algumas mensagens de Nossa Senhora dadas a Teresa Obermayer que mostram o Papa Pio XII sofrendo duramente no purgatório ele e uns bispos. A causa da queda de parte do clero é explicada em várias profecias e não é nada complicado entender.

Muitos querem saber porque a Igreja Católica há de passar pela tribulação e apostasia deste Fim dos Tempos, o porque a Igreja Católica sofre e vai sofrer:

1 – A Igreja vai seguir os mesmos passos de Jesus, ou seja, crucificação, morte e ressurreição, isso já era comentado pelos Santos Padres da Igreja há muito tempo nos primeiros séculos.

2 – E assim como Jesus que é o Único Caminho e Verdade foi repudiado e morto sem culpa, assim também é a Igreja a Única e guardiã da Verdade.

3 – O clero dormiu, e permitiu que por um buraco de fechadura entrasse a apostasia (fumo de satanás) na Igreja e a obscurecesse, ou seja, a omissão, e também a vaidade e muitos foram comprados pelas seduções do mundo.

4 – Também Jesus denuncia, os homens (da Igreja) rejeitaram a pedra principal (o Espírito Santo) que move e constrói a Igreja em vez disso preferiram ocupar-se com interesses próprios. Assim como o Espírito Santo foi dado em abundância na época pagã que os apóstolos estavam sendo perseguidos, é na nossa era pagã também é dado e muito recusado.

5 – A colheita do Fim dos Tempos se aproxima (conf. Mt 13), e é necessário separar o joio do trigo, e assim deixá-los crescer, para que seja bem visível e distinto, ou seja, entre os fieis e não fieis, porque “arrancando o joio, arriscais a tirar também o trigo” (Mt 13,29). Os que forem fieis se decidiram para Deus, os que não forem serão enganados e jogados no fogo[3] por não consentirem com a verdade. Então é preciso que Deus selecione rigorosamente quem está disposto ou não para receber definitivamente a vinda do Novo e eterno Reino.

6 – Satanás sabe que pouco tempo lhe resta e age com mais ferocidade. Satanás está com grande fúria para acabar com os padres, os pastores do rebanho.

3. MAÇONARIA: A ACELERADORA DA APOSTASIA

Maçonaria (3)

Introdução

Há milhares de anos atrás surgiram as sociedades secretas, pessoas que eram reis, chefes religiosos e exerciam poder sobre outras ao cair no paganismo e numa busca pelo orgulho de querer saber mais, foram se achando detentora de poderes e conhecimentos dentro dessas doutrinas pagãs. E viram que esse conhecimento não poderia cair nas mãos de terceiros e assim foi restringindo o culto para uma minoria de pessoas, e foi nascendo as sociedades secretas.

Essa restrição do conhecimento pagão seria justamente para que ninguém criticasse ou refutasse popularmente e assim ajudando a tornar ele mais inédito.

O orgulho arrogante que cria um sentimento de exclusividade, separação e superioridade em relação às demais pessoas da sociedade é altamente sedutor, procurando esconder das massas a suposta verdade. Mas Jesus já tinha denunciado a prática no qual já tinha tomado conta dos fariseus, desde várias passagens do antigo testamento: “Guardai-vos do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia. Porque nada há oculto que não deva ser descoberto, nada secreto que não deva ser publicado” (Lc 12,1-2).

Deus manifestou-se desde o Antigo Testamento pelos humildes (profetas perseguidos e Jesus), não porque eles sofrem mais ou isso ou aquilo, mas porque Deus quer derrotar o orgulho no qual motivou a revolta de Satanás, pela humildade. Para mostrar por mais que pequeno que seja algo na terra só Deus tem a Onipotência. Deus quer mostrar pelo que é frágil e desprezível nesse mundo o Seu Poder, ao contrário das sociedades secretas que só buscam o poder e a riqueza material que é mais reconhecido pelos homens.

Muitos padres do século 19 têm consciência da ação das sociedades secretas, como o Padre Emmanuel:

“Hoje ela tende a se consumar. Ela se chama Revolução, que é a insurreição do homem contra Deus e seu Cristo. Ela tem como fórmula o laicismo, que é a eliminação de Deus e seu Cristo.

É assim que vemos as sociedades secretas, investidas do poder público, obstinadas em descristianizar a França, tirando-lhe um a um, todos os elementos sobrenaturais com os quais foi impregnada durante quinze séculos de fé. Esses sectários só têm um fim: selar a apostasia definitiva, e preparar as vias para o homem do pecado”.

3.1. Os Princípios da Maçonaria

Maçonaria (5)

A maçonaria que é uma sociedade secreta, podemos dizer que a solução encontrada de dirigentes das sociedades secretas de antigamente foi em reuni-las em uma só para que assim tivesse força.

O dogma básico da Maçonaria é “A paternidade universal de Deus e a irmandade dos homens”. E muitos outros pontos que divergem do cristianismo: A Maçonaria é uma religião idolátrica, sincretista e pagã. A Maçonaria mutila a Bíblia quando faz citação da mesma. Para se tornar membro da Maçonaria o fiel tem que desobedecer a Cristo e A Enciclopédia Maçônica diz: “A obrigação de todo maçom é obedecer ao mandato do mestre” (Obs.: não Cristo e sim, o mestre da loja maçônica).

A Maçonaria é uma grande força ecumênica e ecumenizante em um falso ecumenismo, o “Grande Arquiteto do Universo” é a expressão mais ecumênica que pode existir. Afirmam que todas as religiões têm pontos em comum… tanto Hermes, Zarathustra, Orfeu, Krisna, Moisés, Pitágoras, Platão, Cristo e Maomé.

A religião da Maçonaria, é gnosticismo – a exaltação do conhecimento, ou “iluminação” – em que Jesus Cristo é tornado subordinado ao verdadeiro Deus e recebe um lugar secundário entre diversos outros seres, anjos, etc., como somente um membro da ponte entre Deus e os homens. Portanto, a obra redentora de Cristo na cruz é depreciada e não é considerada completa. Muitos outros pontos divergem a maçonaria do cristianismo, caso queira mais provas veja mais sobre esse tema.

3.2. Influência da Maçonaria na Igreja Católica

Vários Papas já denunciaram a ação da maçonaria contra a Igreja. Veja um exemplo dessa Encíclica:

“Na nossa época, os fautores do mal parecem haver-se coligado num imenso esforço, sob o impulso e com o auxílio de uma Sociedade difundida em grande número de lugares e fortemente organizada, a Sociedade dos mações. Estes, com efeito, já não se dão o trabalho de dissimular as suas intenções, e rivalizam entre si em audácia contra a augusta majestade de Deus. É publicamente, a céu aberto, que empreendem arruinar a Santa Igreja, a fim de, se possível fosse, chegarem a despojar completamente as nações cristãs dos benefícios de que são devedoras ao Salvador Jesus Cristo” (Papa Leão XIII, A sociedade dos mações, Carta Encíclica Humanum Genus, 2).

“Nossos predecessores bem depressa reconheceram esse inimigo capital no momento em que, saindo das trevas de uma conspiração oculta, se lançava ao assalto em pleno dia. Sabendo o que ele era, o que queria, e lendo por assim dizer no futuro, eles deram aos príncipes e aos povos o sinal de alarma, e os alertaram contra os embustes e os artifícios preparados para surpreendê-los” (Papa Leão XIII, Exortações dos Romanos Pontífices, Carta Encíclica Humanum Genus, 4). E o papa Leão XIII cita encíclicas dos papas Clemente XII, Bento XIV, Pio, Leão XII, Pio VIII, Gregório XVI e Pio IX.

Papa Leão XIII (1)

Papa Leão XIII

Os papéis secretos da Alta Vendita (uma sociedade secreta italiana), entre os quais a Permanent Instruction (Instrução Permanente), caíram nas mãos do Papa Gregório XVI. A Permanent Instruction foi publicada a pedido do Bem-Aventurado Papa Pio IX pelo Cardeal Crétineau-Joly no seu livro “l`Eglise Romaine et la Révolution”[4]. Pelo seu Breve de aprovação, datado de 25 de fevereiro de 1861 e endereçado ao autor, o Papa Pio IX garantiu a autenticidade da Permanent Instruction e dos outros documentos maçônicos, mas não permitiu que se divulgassem os nomes verdadeiros dos membros da Alta Vendita mencionados nos documentos. O Papa Leão XIII também pediu a sua publicação.

O texto completo da Permanent Instruction também se encontra no livro de Monsenhor George E. Dillon “Grand Orient Freemasonry Unmasked”[5]. Quando deram um exemplar do livro de Monsenhor Dillon ao Papa Leão XIII, este ficou tão impressionado que encomendou que se fizesse uma edição italiana, paga por sua conta[6].

A Alta Vendita era a loja mais categorizada dos Carbonários, uma sociedade secreta italiana ligada à Maçonaria e que, juntamente com esta, foi condenada pela Igreja Católica[7]. O respeitável historiador católico Padre E. Cahill, S.J., que não pode ser considerado como um “maníaco das conspirações”, escreveu no seu livro “Freemasonry and the Anti-Christian Movement”, que a Alta Vendita “era geralmente considerada na altura como o centro governativo da Maçonaria européia”[8]. Os Carbonários estiveram especialmente ativos na Itália e na França [e em Portugal, sobretudo de 1910 a 1926]. Um pequeno trecho da Instrução Permanente:

“O Papa, qualquer que ele seja, não virá às sociedades secretas; compete às sociedades secretas dar o primeiro passo em direção à Igreja, para conquistar a ambos.

A tarefa que vamos empreender não é trabalho de um dia, ou de um mês, ou de um ano; pode durar vários anos, talvez um século; mas nas nossas fileiras o soldado morre e a luta continua.(…)

Com isto marcharemos com mais segurança para o assalto à Igreja do que com os panfletos dos nossos irmãos em França e até do que com o ouro da Inglaterra.(…)

Contudo, visto que nada nos irá desviar do plano estabelecido e, pelo contrário, tudo tenderá para ele, como se já amanhã o trabalho que mal foi esboçado fosse coroado de sucesso, desejamos, nesta Instrução, que se manterá secreta para os simples iniciados, dar aos dignitários na chefia da Suprema Vendita alguns conselhos que deverão imbuir em todos os irmãos, sob a forma de ensinamento ou de memorandos (…).

Esta reputação dará acesso à nossa doutrina entre os jovens Clérigos, assim como entrará profundamente nos mosteiros. Em poucos anos, pela força das coisas, este jovem Clero terá ascendido a todas as funções; formará o conselho do Sumo Pontífice, será chamado a escolher o novo Pontífice que há de reinar. E este Pontífice, tal como a maioria dos seus contemporâneos, estará necessariamente mais ou menos imbuído dos princípios italianos e humanitários que vamos começar a pôr em circulação”.

No seu livro “Athanasius and the Church of Our Time” (1974), o Bispo Rudolph Graber, autoridade objetiva e irrepreensível que escreveu depois do Concílio Vaticano II, citou um Maçom ilustre que declarou que “o objetivo (da Maçonaria) já não é a destruição da Igreja, mas utilizá-la através da infiltração”[9]. Por outras palavras, como a Maçonaria não pode obliterar completamente a Igreja de Cristo, tenciona não só extirpar a influência do Catolicismo na sociedade, como também usar a estrutura da Igreja como instrumento de “renovação”, “progresso” e “iluminação” – isto é, como um meio de levar a cabo muitos dos princípios e objetivos maçônicos.

Importante: Enquanto a maçonaria preserva seus ritos pagãos e todos seus símbolos, mas tem o objetivo de destruir os ritos da Igreja Católica até o menor detalhe.

Do Livro “Do Liberalismo à Apostasia, de Dom Marcel Lefevbre, tiramos:

“O Papa São Pio X, em sua primeira encíclica de 1904, diz textualmente: ‘Agora o inimigo não está fora da Igreja, mas dentro dela mesma’ e São Pio X designa os lugares em que se encontra o inimigo: o inimigo está nos seminários, ele infiltrou-se nos seminários, entre os professores dos seminários. Está claro isso: é São Pio X mesmo quem o diz.

Cinqüenta anos antes desse texto de São Pio X, o Papa Pio IX mostrou aos bispos o plano das sociedades secretas e pediu que se publicassem as atas das sociedades secretas italianas. Nesses documentos pode-se ler: “De agora em diante penetraremos nas paróquias, nos bispados e nos seminários e termos assim párocos, bispos e cardeais que serão nossos discípulos e desses cardeais esperamos ter um dia um Papa que estará imbuído de nossa idéia e que não parecerá ter sido eleito pelas sociedades secretas. Assim, o povo cristão crerá seguir a tiara de Pedro, mas estará seguindo a nós”.

Cinqüenta anos depois, este plano satânico realiza-se segundo as próprias palavras de São Pio X, e desde então não somente as sociedades secretas revelaram este plano e esta atividade, como também a própria Santíssima Maria, em Fátima e em La Salette predisse que um dia o inimigo subiria até os mais altos postos da Igreja. Isto significa algo muito grave: talvez não se tenha de remontar ao próprio Papa, mas até os postos de mando da Igreja”.

Condenação da Igreja à Maçonaria

Em 24 de abril de 1738, o papa Clemente XII escreve a encíclica “In Eminenti”, em que condenou abertamente pela primeira vez a maçonaria. A partir dessa palavra oficial da Igreja foi proibido aos católicos pertencer à maçonaria.

Papa Clemente XII (1)

Papa Clemente XII

Nos séculos seguintes inúmeros papas confirmaram essa mesma posição por meio de diferentes documentos:

– Benedicto XIV, “Providas”, 18 de maio de 1751.

– Pio VII, “Ecclesian a Jesu Christo”, 13 de setembro de 1821.

– Leão XII, “Quo Graviora”, 13 de março de 1825.

– Pio VIII, “Traditi Humiliatati”, encíclica, 24 de maio de 1829.

– Gregório XVI, “Mirari Vos”, encíclica, 15 de agosto de 1832.

– Pio IX, “Qui Pluribus”, encíclica, 9 de novembro de 1846.

– Leão XIII, “Humanum Genus”, encíclica, 20 de abril, 1884.

– Leão XIII, “Dall’Alto Dell’Apostolico, Seggio”, encíclica, 15 de outubro de 1890.

– Leão XIII, “Inimica Vis”, encíclica, 8 de dezembro de 1892.

– Leão XIII, “Custodi Di Quella Fede”, encíclica, 8 de dezembro de 1892.

A encíclica “Humanus Genus”, escrita por Leão XIII, é uma das mais fortes e extensas no que diz respeito a indicar os erros da maçonaria e sua incompatibilidade com a doutrina cristã. O papa ensina, nessa encíclica, que a Igreja católica e a maçonaria são como dois reinos em guerra.

3.3. Ação da Maçonaria

Já é de conhecimento em geral da grande influência dessa seita em vários governos do mundo inteiro, principalmente Estados Unidos, e lembrando também no Brasil. Tentam dominar pelos orgulhosos, os grandes. Mostrar-se-á a seguir, a parte mais suja dela já que a parte menos suja têm sido fazer a sociedade esquecer mais de Deus, ou seja, construir um homem desvinculado da Imagem e Semelhança de Deus.

A Franco-maçonaria e o Vaticano[10]

Em seu trabalho de subversão, a franco-maçonaria responsabiliza-se por três tarefas que representam sucessivas etapas em direção ao objetivo final.

O primeiro passo é trabalhar no interior de suas lojas. A franco-maçonaria gradualmente impregna seus iniciados dos princípios e ideais maçônicos. É mais uma sutil equivalência das técnicas de lavagem cerebral comunistas. Os irmãos formados dessa maneira compreendem grupos ativos na superfície das lojas.

Segundo, é o trabalho de propaganda no mundo exterior. A franco-maçonaria tem aperfeiçoado uma muito efetiva técnica de propaganda oculta no mundo, de forma geral, que consiste em propagar e impor os ideais maçônicos além das lojas, sem revelar a fonte secreta de que essas correntes se originam. Como um dos oradores do Convento do Grande Oriente de 1922 expressou, “A maçonaria deve ser sentida por toda parte, mas em nenhum lugar sua face deveria ser desvelada”. Isso consiste em disseminar a crença na natural, inevitável e irresistível evolução do progresso humano.

O terceiro passo em direção ao objetivo final está no campo da atividade política. A propaganda ideológica, como descrita acima, corre em paralelo com a conspiração política, cujo objetivo é tomar o poder e colocar franco-maçons em posições de comando. Na medida do possível, o público não deve saber que eles são maçons.

Todo esse vasto campo de atividade é protegido por dois segredos: o segredo esotérico no interior das lojas maçônicas; e a ação política secreta fora das lojas.

Deixe-nos agora passar ao estudo da natureza do segredo esotérico. No primeiro estágio, novos membros são atraídos pelas generosas e humanitárias profissões de fé da franco-maçonaria, e também pelas promessas de influência e assistência oculta.

Os candidatos são cuidadosamente e perfeitamente escolhidos, examinados bastante tempo antes que eles estivessem mesmo próximos. Quando eles são recebidos no interior da loja, eles são levados a prestar um juramento de segredo, que é renovado toda vez que eles avançam a graus mais altos. Nesse ponto começa o segundo estágio na formação do candidato; tão logo ele venha a se tornar um Maçom, um processo de formação doutrinária (ou lavagem cerebral) começa, que continuará por toda sua vida.

Os enunciados do princípio são escolher e expressar habilmente termos vagos, generosos e humanitários que podem ser interpretados de formas muito diferentes. Cautelosamente, e por fáceis estágios, um neófito aprende que esses termos têm um significado oculto, um significado mais alto, que ele não entenderá até que ele tenha experimentado iniciação mais distante. Nesse caminho, ele aprende, uma por uma, de uma sucessão de significados ocultos, que a ele é contado ser uma elevação à Luz, em que ele gradualmente se torna impregnado. Isso é o propósito da sucessão de diferentes graus; se o Maçom é receptivo, ele ascende na hierarquia Maçônica, e mesmo assim ele nunca em nenhum tempo sabe exatamente onde ele permanecerá ali, nem quantos maiores graus ou pessoas controlam a organização. Como na organização secreta comunista, alguém nunca está muito seguro se os degraus titulares correspondem ao real assento do poder.

A franco-maçonaria é, portanto, em uma lógica, uma sucessão de sociedades secretas superpostas umas nas outras, cujo modus operandi tem sido vagarosamente desnudado, pelo menos em amplo contorno, por uma série de pacientes investigadores; todavia, ela continua desconhecida para o público geral e, de modo geral, continua a ser muito efetiva.

Para justificar os enunciados acima, aqui estão uns poucos textos maçônicos emanandos de altos dignatários na Ordem, que eles mesmos admitem serem iniciados em um alto nível.

“Os Graus Azuis”, escreveu Albert Pike, “são apenas a recepção exterior ou pórtico do Templo. Parte dos símbolos estão mostrados ali para o Iniciado, mas ele é intencionalmente enganado por falsas interpretações. Não é tencionado que ele venha a entendê-los; mas é tencionado que ele venha a imaginar entendê-los. Sua verdadeira explicação é reservada aos Adeptos, os Príncipes da Maçonaria. Todo o corpo da arte Real e Sacerdotal era escondido tão cuidadosamente, desde séculos, nos Altos Graus, como que fosse mesmo assim impossível resolver vários dos enigmas que eles contêm. É bem suficiente para a massa daqueles chamados de Maçons, imaginar que tudo está contido nos Graus Azuis; e cujas tentativas de apontar o erro deles será em vão, e sem qualquer recompensa verdadeira por violar essas obrigações como um Adepto. A Maçonaria é a verdadeira Esfinge, enterrado até a cabeça nas areias espalhadas em volta pelos tempos” (A. Pike: Morals and Dogma, p. 819).

O bem-conhecido Maçom inglês, Wilmshurst, diz a mesma coisa:

“O método em questão (da franco-maçonaria) é de iniciação; a convenção e a prática é aquela de alegoria e símbolo, que é de obrigação do franco-maçom, se ele deseja compreender esse sistema, trabalhar para interpretar e pôr em interpretação pessoal. Se ele falhar nisso, ele ainda fica – e o sistema deliberadamente tenciona que ele deveria – na escuridão sobre os segredos e significados da Ordem real, embora anteriormente um membro dela” (W. L. Wilmshurst: The Maçônico Initiation, 1957, PP- 4-5).

E mais adiante ele diz:

“Nós professamos conceder a iniciação, mas poucos Maçons sabem o que a real iniciação envolve; muito poucos, alguém suspeita, teriam o desejo, a coragem, ou a disposição de fazer os necessários sacrifícios para realizar isso” (W. L. Wilmshurst, ibid., p. 17).

Por seu lado, Irmão Oswald Wirth, tão elogiado por Mellor, nos conta que:

“Quando a franco-maçonaria, ou por essa matéria qualquer outra confraria baseada na iniciação, orgulha-se de sua impenetrável manta de segredo, não é um caso do transferível, mas do inteligível conteúdo dos mistérios. Alguém pode divulgar apenas a carta morta, não o espírito, que de seu próprio consentimento revela-se àqueles que são privilegiados em entender.

“É um assunto sério pedir a Iniciação, para alguém que tem que assinar um pacto. Concordado, não há nenhuma assinatura externa, formal, visível; não pode ser comparada com assinar um nome com sangue, por ser puramente moral e imaterial, demanda que a alma do homem seja verdadeiramente comprometida no ato. Não é, portanto, como dirigir uma barganha com o Demônio, em que aquele Mau permite que ele mesmo seja enganado; é um acordo seriamente interiorizado em ambos os lados, e não há escapatória dessas cláusulas. Os iniciados de fato fecham um pacto dentro de certas obrigações dirigidas aos discípulos assim admitidas aos seus ensinos, já que o próprio discípulo está, por aquele absoluto fato, indissoluvelmente amarrado aos seus mestres…

“Note que os guias nunca são vistos e não empurram a si mesmos adiante…

“Nos fundamentos de qualquer real iniciação há certas obrigações contraídas. Tome cuidado então de bater na porta do Templo se você não está resolvido a se tornar um novo homem…

“Tudo não seria nada mais do que uma armadilha e uma desilusão, se você não pedisse para ser iniciado livre de toda obrigação, sem pagar com sua alma para sua entrada na fraternal comunhão com os pedreiros desse grande edifício humanitário, cujo desenho tem sido traçado pelo Grande Arquiteto do Universo…” (O. Wirth: L’Idéal Initiatique, pp. 10-11).

Desta forma, há uma teologia secreta na franco-maçonaria, para usar a aguda expressão de Rabbi Benamozegh, em seu livro “Israel et l’Humanité” e, nesse contexto, ele está em total concordância com os escritos Maçônicos dos quais nós citamos, se Francês, como Oswald Wirth, Inglês, como Wilmshurst, ou Americano, como Albert Pike; se “regular” ou “irregular”, para usar os termos do Sr. Mellor.

Então vem o segundo estágio nas atividades secretas da Maçonaria – atividade secreta do lado de fora das lojas – que consiste em expandir e implantar por todo o mundo os ideais filosóficos da franco-maçonaria sob uma cobertura comum de humanitarismo.

Esse trabalho é consumado por infiltração secreta e a circulação secreta de ideais, por meios de uma técnica admiravelmente descrita para nós pelo Franco-maçom Regis, quando falava no Convento do Grande Oriente em 1928:

“Sob a influência do Grande Oriente, e na tranqüilidade e silêncio de nossos Templos, nós deveríamos estudar todas as mais importantes questões que afetam a vida de comunidades, da Nação e da humanidade em geral. Nossos Irmãos estarão perfeitamente bem informados; eles deixarão o Templo bem instruídos, totalmente equipados para a batalha adiante. Eles nos abandonarão seus aventais e suas insígnias exteriores da Maçonaria; eles afundarão na cidade da mesma forma que cidadãos comuns, mas cada um estará perfeitamente impregnado de nossa visão de mundo, e cada um, em seu círculo profano, em seu partido ou sua união, agirá de acordo com sua consciência-já que, Eu repito, ele estará saturado pelo ensinamento que ele tem recebido.

“O resultado será rico – não porque é oculto, mas porque a influência da Maçonaria gradualmente penetrará em todo lugar; para a confusão do mundo profano, o mesmo espírito e a mesma unidade de ação forçarão seus caminhos adiante, e, como em um bem construído silogismo, uma certa conclusão produzindo inevitáveis conseqüências gradualmente emergirá e irá se impor em seu ambiente profano.

“Sobre e acima de todas nossas outras lealdades, um poder não pode negar que nos governa; esse poder é o poder espiritual chamado franco-maçonaria.

“E por que não seguir esses orgulhosos pensamentos para sua conclusão lógica? Porque nós sabemos mais, porque nós trabalhamos adiante em linhas mais profundas que a massa daqueles que pertencem a grupos profanos, e é quase inevitável que nós venhamos a tomar o seu comando. Deixem-nos esconder nossa luz sob um bushel; para uma grande extensão sem precedente, e desta forma muitos corpos profanos fiquem sem problema de receber uma infusão de nosso quente, sangue vivo. Eu estou perfeitamente bem ciente que nós, discretamente, formamos a elite em todos os grandes partidos sociais e políticos, e que desta forma nós estamos seguros de estarmos aptos a controlar sua política. É nossa obrigação – Eu repito, nossa obrigação – ter certeza que nós controlamos os políticos que são eleitos, que nós corrijamos seus erros, e mostremos a eles seus enganos, e os repreendamos pelo que eles têm falhado em fazer. Em uma palavra, a franco-maçonaria deveria ser a ‘consciência do político’” (Irmão Regis, Convento do Grande Oriente 1928, p. 256).

Finalmente, nós chegamos ao terceiro estágio do trabalho da Maçonaria, que é sua intervenção direta na política.

Isto é como Leão XIII descreveu-a em sua Encíclica de 19 de março de 1902:

“A franco-maçonaria é a permanente personificação da Revolução; ela constitui um tipo de sociedade em reverso cujo objetivo é exercitar uma soberania oculta sobre a sociedade como nós sabemos, e cuja única raison d’étre consiste em travar guerra contra Deus e Sua Igreja” (Encíclica: No 25º Ano de Nosso Pontificado).

É instrutivo, nesse contexto, comparar a conclusão do famoso Papa com as seguintes passagens do igualmente renomado franco-maçom, Oswald Wirth:

“A causa da franco-maçonaria se tornou identificada com a causa da República, e se campanhas eleitorais às vezes absorveram tantas vezes os assuntos das lojas, a razão é que todos os amigos do progresso, procurando dar um golpe final nos clérigos e reacionários, ridicularizados juntos sob o estandarte da Maçonaria” (O. Wirth : Le Livre de l’Apprenti, p. 80).

“Se nesses momentos de agonia civil, as lojas tinham se limitado ao que nós podemos chamar de sua ocupação normal em tempo de paz, elas teriam falhado em sua mais sagrada obrigação, pois elas teriam recusado defender a herança das liberdades conquistadas pelos nossos valiosos ancestrais. É para sua honra que elas têm quebrado suas regras, lançando-se com toda pressa na arena política. Elas formaram-se no interior de comitês eleitorais para salvar a República, esquecendo momentaneamente a alta filosofia humanitária cujo culto é o alvo-básico da franco-maçonaria” (O. Wirth: L’Idéal Initiatique, p. 82).

A franco-maçonaria tem tomado as rédeas da política internacional, e especialmente em todos os movimentos revolucionários que têm sacudido a Europa e o mundo desde 1789: em 1830, 1848, e 1871 na França; em 1848 e 1917 em outro lugar na Europa, para mencionar apenas os mais importantes exemplos. A franco-maçonaria gaba-se de ter sido tanto a inspiração e a secreta governadora da Terceira República na França (1870-1939), e é a franco-maçonaria que tem estado na vanguarda da luta contra a Igreja Católica na França, Itália, Espanha, Portugal e Áustria – ou, em uma palavra, todo lugar por onde a Igreja fosse a religião do país. Nós não nos propomos a reescrever essa história aqui, nem mesmo a resumir as atividades políticas da franco-maçonaria; nós somente mencionamos isso para lembrar ao leitor que esse é um fator que deve ser levado em conta. (Para um completo estudo dessa questão, veja Leon de Poncins: The Secret Powers behind Revolution.)

Mas um ponto que nós devemos enfatizar nesse contexto é o segredo cercando todas essas atividades.

A franco-maçonaria praticamente nunca é mencionada na Imprensa; livros de história silenciam-se a respeito do poder e influência da Ordem, e os governos e parlamentos nunca ousam debater um tal perigoso assunto. Reportagens de encontros maçônicos e congressos não estão disponíveis ao público; revistas e publicações maçônicas não são colocadas na Bibliothéque Nationale ou no British Museum, embora a lei do país demande isso.

Em geral, nós podemos dizer que a franco-maçonaria tem se sucedido em dirigir suas atividades políticas em segredo. Mas nenhum segredo pode ser guardado indefinidamente, e quase sempre é possível descobrir as origens maçônicas de uma decisão política, assim e assado – só por aquele tempo que é geralmente tão tarde para escondê-lo. Nós escolhemos os seguintes exemplos de história para ilustrar esse ponto:

O tratado de paz de 1918 foi diretamente inspirado pela Maçonaria. Suas cláusulas foram trabalhadas em uma grande conferência internacional maçônica que tomou lugar em 28, 29 e 30 de Junho de 1917, no quartel general do Grande Oriente da França na Rue Cadet, Paris. Essa conferência foi cuidada por representantes das principais lojas de países aliados e neutros – Itália, Suíça, Bélgica, Sérvia, Espanha, Portugal, Argentina, Brasil, Estados Unidos (de onde duas lojas em Arkansas e Ohio, não representadas, enviaram cordiais saudações) e assim por diante; somente a Grande Loja da Inglaterra não esteve representada. Em 1936, as minutas completas desse encontro vieram à tona e foram publicadas em sua integridade, acompanhadas por um detalhado comentário, em Leon de Poncin’s: La Société des Nations-Super-Etat Mgonnique, em que todas as informações e documentos nos seguintes parágrafos foram conseguidos.

As preparações para o Congresso em junho foram postas em mão no começo de janeiro de 1917, como as minutas do subseqüente encontro relatam:

“Enviando a você o sumário de minutas da Conferência Maçônica das Jurisdições das Nações Aliadas, que foi preparado em Paris em 14 e 15 de Janeiro de 1917, assim como as resoluções e o manifesto aí adotado, é nosso privilégio informar a você que esse Congresso decidiu organizar um Congresso Maçônico no Grande Oriente da França, em Paris, nos próximos dias 28, 29 e 30 de junho.

“O objeto desse Congresso será investigar os meios de elaborar a Constituição da Liga das Nações, assim como prevenir a repetição de uma catástrofe similar para uma presente cólera que tem precipitado o mundo civilizado em lamentação.

“Foi opinião dessa conferência que esse programa não pode ser discutido somente pela franco-maçonaria das Nações Aliadas, e que isso é uma matéria também para os corpos maçônicos das nações neutras para trazer qual luz o eles possam ter para a discussão de um problema tão grave…

“É responsabilidade da franco-maçonaria na conclusão do drama de agora estar representada para fazer sua grande e humanitária voz ser escutada, e guiar as nações em direção a uma organização geral, que se tornará sua salvaguarda. Seria faltar com sua obrigação, e falso para seus grandes princípios, manter isso em silêncio…

“É claramente compreensível que o Congresso Maçônico se confinará inteiramente no campo humanitário, e que, em conformidade com as Constituições Maçônicas, não tocará em qualquer questão de natureza política.

“Nós estaríamos muito gratos em receber de você a garantia de seu apoio com o mínimo atraso possível…” (Leon de Poncins; La Société des Nations, pp. 65-67).

A Besta semelhante a um Cordeiro[11]

Maçonaria (4)

Das mensagens de Nossa Senhora ao Padre Stefano Gobbi, extraímos uma do Livro “Aos Sacerdotes, Filhos Prediletos de Nossa Senhora”, em que a Mãe de Deus denuncia a ação da maçonaria eclesiástica.

Padre Stefano Gobbi (1)

Pe. Stefano Gobbi e o Papa João Paulo II

“Vi, então, outra fera subir da terra. Tinha dois chifres como um cordeiro, mas falava como um dragão” (Ap.13, 11).

Mensagem: A Besta semelhante a um Cordeiro, dada em 13 de junho de 1989

“Filhos prediletos, hoje recordais a minha segunda aparição na pobre Cova da Iria, em Fátima, a 13 de junho de 1917.

Já vos tinha predito, desde então, tudo o que estais vivendo nestes tempos.

Anunciei-vos a grande luta entre Mim, a Mulher vestida de sol, e o enorme dragão vermelho, que levou a humanidade a viver sem Deus.

Predisse-vos também o astucioso e tenebroso trabalho, realizado pela maçonaria, para vos afastar da observância da Lei de Deus e vos tornar assim, vítimas dos pecados e dos vícios.

Como Mãe, vos quis advertir, sobretudo, do grande perigo que ameaça hoje a Igreja, devido aos muitos ataques diabólicos que se fazem contra ela para a destruir.

Para atingir este objetivo, vem da terra, para ajudar a besta negra que se levanta do mar, uma besta com dois chifres semelhantes ao de um cordeiro.

O cordeiro, na Sagrada Escritura, sempre foi o símbolo do sacrifício. Na noite do êxodo, o cordeiro é sacrificado e, com seu sangue, são aspergidos os umbrais das casas dos hebreus para os subtrair do castigo, que atinge, ao contrário, todos os egípcios. A Páscoa hebraica recorda este fato todos os anos com a imolação de um cordeiro, que é sacrificado e consumido.

No Calvário, Jesus Cristo Se imola pela Redenção da humanidade. Ele mesmo Se faz a nossa Páscoa, tornando-Se o verdadeiro Cordeiro de Deus que tira todos os pecados do mundo.

A besta tem na cabeça dois chifres semelhantes aos de um cordeiro.

Ao símbolo do sacrifício está intimamente unido o do Sacerdócio, representado pelos dois chifres.

No antigo testamento, o Sumo Sacerdote usava um turbante com um diadema em forma de dois chifres.

Na Igreja, a mitra – com dois chifres – é usada pelos Bispos, para indicar a plenitude do seu Sacerdócio.

A besta negra semelhante a uma pantera indica a maçonaria; a besta com dois chifres semelhante a um cordeiro indica a maçonaria infiltrada no interior da Igreja, isto é, a maçonaria eclesiástica, que se difundiu sobretudo entre os membros da hierarquia.

Esta infiltração maçônica no interior da Igreja já vos tinha sido profetizada por Mim em Fátima, quando vos anunciei que satanás se introduziria até o vértice da Igreja.

Se a tarefa da maçonaria é conduzir as almas à perdição levando-as ao culto de falsas divindades, o objetivo da maçonaria eclesiástica é antes destruir Cristo e a sua Igreja, construindo um novo ídolo, isto é, um falso Cristo e uma falsa Igreja.

– Jesus Cristo é o Filho de Deus vivo, é o Verbo Encarnado, é verdadeiro Deus e verdadeiro Homem porque une na Sua Pessoa divina a natureza humana e a natureza divina.

Jesus, no Evangelho, deu de Si mesmo a Sua definição mais completa, dizendo ser a Verdade, o Caminho e a Vida.

– Jesus é a Verdade porque nos revela o Pai, nos diz a Sua Palavra definitiva, levando toda a Revelação divina ao Seu perfeito cumprimento.

– Jesus é a Vida porque nos dá a própria Vida divina, através da Graça, por Ele merecida com a Redenção, e institui os Sacramentos como meios eficazes através dos quais é comunicada a Graça.

– Jesus é o Caminho que conduz ao Pai por meio do Evangelho, que Ele nos deu como caminho a percorrer para chegar à salvação.

Jesus é a Verdade, porque Ele – Palavra viva – é a Fonte e o Selo de toda a Revelação divina.

Então a maçonaria eclesiástica age de maneira a obscurecer a sua Palavra divina por meio de interpretações naturais e racionais e, na tentativa de a tornar mais compreensiva e acolhida, esvazia-a de todo o seu conteúdo sobrenatural.

É assim que se difundem os erros em toda a parte da própria Igreja Católica. É devido à difusão destes erros que muitos se afastam hoje em dia da verdadeira fé, cumprindo-se assim a profecia que vos fiz em Fátima: virão tempos em que muitos perderão a verdadeira fé. Ora, a perda da fé é apostasia.

A maçonaria eclesiástica age de modo astucioso e diabólico para conduzir todos à apostasia.

Jesus é a Vida porque dá a Graça.

É objetivo da maçonaria eclesiástica justificar o pecado, apresentá-lo já não como um mal, mas como um valor e um bem. Assim, aconselha-se a cometê-lo como um modo de satisfazer as exigências da própria natureza, destruindo a raiz da qual pode nascer o arrependimento, dizendo-se que já não é necessário confessá-lo.

Fruto pernicioso deste maldito câncer, que se difundiu por toda a Igreja, é o desaparecimento da Confissão individual em toda a parte.

As almas são levadas a viver no pecado, recusando o dom da Vida que Jesus nos ofereceu.

Jesus é o Caminho que conduz ao Pai, por meio do Evangelho.

A maçonaria eclesiástica favorece as exegeses que dão interpretações racionalistas e naturais do Evangelho, por meio da aplicação dos vários gêneros literários, despedaçando-o assim em todas as suas partes.

No fim, chega-se até ao ponto de negar a realidade histórica dos milagres e da Sua Ressurreição e põe-se em dúvida a própria divindade de Jesus e a Sua missão salvadora.

– Depois de ter destruído o Cristo histórico, a besta com dois chifres semelhantes a um cordeiro procura destruir o Cristo místico que é a Igreja.

A Igreja instituída por Cristo é uma só: a Igreja Santa, Católica, Apostólica, Una, fundada sobre Pedro.

Tal como Jesus, também a Igreja fundada por Ele, que forma o Seu Corpo místico, é Verdade, Vida e Caminho.

– A Igreja é verdade, porque foi somente a ela que Jesus confiou a missão de guardar, na sua integridade, todo o depósito da fé. Confiou-o à Igreja hierárquica, isto é, ao Papa e aos Bispos unidos a Ele.

A maçonaria eclesiástica procura destruir esta realidade com o falso ecumenismo, levando à aceitação de todas as Igrejas Cristãs, afirmando que cada uma delas possui uma parte da verdade. Cultiva o projeto de fundar uma igreja ecumênica universal, formada pela fusão de todas as confissões cristãs, entre as quais a Igreja Católica.

– A Igreja é vida porque dá a Graça e só ela possui os meios eficazes da Graça, que são os sete Sacramentos.

É vida, especialmente porque foi só a Ela que foi dado o poder de gerar a Eucaristia, por meio do Sacerdócio ministerial e hierárquico. Jesus Cristo está realmente presente na Eucaristia com o Seu Corpo glorioso e com a Sua Divindade.

Então a maçonaria eclesiástica procura atacar, através de muitas maneiras astuciosas, a piedade eclesial para com o Sacramento da Eucaristia. Desta só valoriza o aspecto da Ceia, tende a minimizar o seu valor sacrificial e procura negar a presença real e pessoal de Jesus nas Hóstias consagradas.

É por isso que se foram suprimindo gradualmente todos os sinais exteriores indicativos da fé na presença real de Jesus na Eucaristia, como as genuflexões, as horas de adoração pública, o santo costume de rodear o sacrário de luzes e de flores.

– A Igreja é caminho porque conduz ao Pai, por meio do Filho, no Espírito Santo, pelo caminho da perfeita unidade.

Assim como o Pai e o Filho São um só, assim também vós deveis ser uma só coisa entre vós.

Jesus quis que a Sua Igreja fosse sinal e instrumento da unidade de todo o gênero humano. A Igreja consegue permanecer unida, porque foi fundada sobre a pedra angular da sua unidade, isto é, sobre Pedro e o Papa que sucede ao carisma de Pedro.

Então a maçonaria eclesiástica procura destruir o fundamento da unidade da Igreja, através do ataque astucioso e insidioso ao Papa. Ela tece as tramas da discórdia e da contestação ao Papa; sustenta e premia aqueles que o vilipendiam e lhe desobedecem; difunde as críticas e as oposições a ele por parte de bispos e de teólogos.

Deste modo, é demolido o próprio fundamento da sua unidade e assim a Igreja é cada vez mais despedaçada e dividida.

– Filhos prediletos, convidei-vos a consagrar-vos ao Meu Coração Imaculado e a entrar neste Meu refúgio materno, sobretudo para serdes preservados e defendidos desta terrível insídia.

Por isso vos solicitei, no Ato de Consagração do meu Movimento, que renunciásseis a qualquer aspiração a fazer carreira. Assim, podeis subtrair-vos a mais forte e perigosa insídia usada pela maçonaria para associar à sua seita secreta muitos dos meus filhos prediletos.

Eu vos levo a um grande amor a Jesus Verdade, tornando-vos corajosas testemunhas de fé; a Jesus Vida, levando-vos a uma grande santidade; a Jesus Caminho, pedindo-vos que sejais na vida só Evangelho vivido e anunciado à letra.

Depois, conduzo-vos ao maior amor à Igreja.

– Faço-vos amar a Igreja-verdade, tornando-vos fortes anunciadores de todas as verdades da fé católica, ao mesmo tempo em que vos opondes, com força e coragem, a todos os erros.

– Torno-vos ministros da Igreja-vida, ajudando-vos a ser Sacerdotes fiéis e santos. Ponde-vos à disposição das necessidades das almas, prestai-vos, com generosa abnegação, para o ministério da Reconciliação e sede chamas ardentes de amor e de zelo para com Jesus presente na Eucaristia.

Volte-se a fazer com frequência, nas vossas igrejas, as horas de adoração pública e de reparação ao Santíssimo Sacramento do altar.

– Transformo-vos em testemunhas da Igreja-caminho e torno-vos instrumentos preciosos da sua unidade. Foi por isso que vos dei como segundo compromisso do Meu movimento uma particular unidade ao Papa.

Por meio do vosso amor e da vossa fidelidade, voltará a resplandecer em todo o seu esplendor o desígnio divino da perfeita unidade da Igreja.

Assim, a tenebrosa força que a maçonaria eclesiástica exerce hoje para destruir Cristo e a sua Igreja, Eu oponho o forte esplendor do Meu exército sacerdotal e fiel, para que Cristo seja amado, escutado e seguido por todos e a Sua Igreja seja cada vez mais amada, defendida e santificada.

É sobretudo nisto que resplandece a vitória da Mulher vestida de sol e o Meu Coração Imaculado alcança o seu mais luminoso triunfo.”

4. COMEÇA A APARECER A NOVA ORDEM MUNDIAL

Nova Ordem Mundial (1)

Ao discutir a visão maçônica da sociedade e do Mundo, o Bispo Graber introduz o conceito de sinarquia:

“O que agora enfrentamos é a súmula das forças secretas de todas as ‘ordens’ e escolas, que se uniram para formar um governo mundial invisível. Num sentido político, a sinarquia pretende integrar todas as forças da finança e da sociedade que o governo mundial, naturalmente sob chefia socialista, tem que apoiar e promover. O Catolicismo, como todas as religiões, seria conseqüentemente absorvido num sincretismo universal. Não só não seria suprimido como, pelo contrário, seria integrado, uma tática que já está em andamento segundo o princípio da fraternidade entre clérigos (das várias religiões)”.

Veremos mais tarde que a sinarquia, essa junção mundial de todas as ordens, se chama hoje de Nova Ordem Mundial e também nasce a Nova Consciência Mundial, Governo Único Mundial. Uma Hierarquia liberalizada prestar-se-ia facilmente a colaborar no estabelecimento do ideal maçônico de uma Nova Ordem Mundial (novus ordo seclorum) – uma falsa “fraternidade” pan-religiosa na qual a Igreja abandona o seu título de ser a única arca de salvação e cessa a sua oposição às forças do Mundo. A primeira fase deste processo manifestou-se no século XIX, altura em que a sociedade estava cada vez mais permeada com os princípios liberais da Revolução Francesa.

5. A ABOMINAÇÃO DA DESOLAÇÃO: PERIGO PARA A MISSA E O MUNDO

Abominação da Desolação (1)

Um dos elementos que está presente na apostasia mundial é a “a abominação da desolação” expressão tirada de Dn 9,27 e Mt 24,15. Em outras Bíblias além da Ave Maria e Jerusalém aparece como: “abominação que causa desolação” (Bíblia americana); “a aterradora abominação” (Nova Jerusalém); “o Desolador sacrilégio” (Nova RSV); “o Odioso Devastador” (TOB) e etc… Expressão que consta na Bíblia em hebraico como “shiqquçim meshomem” de acordo com os tradutores bíblicos, um objeto de idolatria.

Jesus citando Daniel avisa para quando isto estiver ocorrendo na Igreja ou no “lugar santo” que se preparemos para a grande tribulação que ocorrerá (Mt 24,21).

Este “lugar santo” que segundo Nossa Senhora de La Salette, começa a esclarecer o significado: “No ano de 1865, ver-se-á a abominação nos lugares santos, nos conventos apodrecerão as flores da Igreja e o demônio tornar-se-á como o rei dos corações”. Ou seja, nós somos templos do Espírito Santo, o “lugar santo”, o provável Templo de que fala Daniel 9,27. São Paulo em 2Tes2,4 segue explicando esse fator na época da apostasia: “recebe culto, chegando a sentar-se pessoalmente no Templo de Deus e querendo passar-se por Deus”, isto é, um humanismo no qual o homem se passa pelo centro de tudo movido pelo orgulho recebendo culto dos homens (culto também pelas suas obras humanas desprezando as obras de Deus), ou seja, a glorificação do homem no lugar de Deus, no qual em seu interior permite que só a sua consciência e seu juízo reine e despreza qualquer obediência à vontade Divina e humildade.

Mas o príncipe deste mundo ao demolir a Igreja aos poucos (Apostasia, 2Tes2) não ficará conformado apenas em tentar conquistar os corações humanos, mas fará uma tentativa maior que é penetrar no Templo de Deus, a Igreja, e colocando lá a abominação da desolação, abolindo o Sacrifício Perpétuo[12] destruindo mais facilmente a Igreja e o mundo, Dn 9,27 e Dn 11,31: “abolirão o sacrifício perpétuo, ali introduzindo a abominação da desolação” e assim seremos privados da Eucaristia, o Corpo e Sangue de Jesus Cristo, por um mero objeto de idolatria do qual fala Jesus em Mateus, a abominação da desolação.

Este objeto que representa também todo o espírito da abominação da desolação no qual aparecendo na Bíblia de modo figurado no coração do homem para acelerar também essa apostasia (perda de fé) até entre pessoas da Igreja e assim chegando a conquistar a própria Igreja, erigindo assim um objeto de culto na Igreja que representa todo o espírito da abominação da desolação feito por aqueles que mais aceleram a apostasia: a maçonaria.

Resumindo: a abominação da desolação seja no templo do Espírito Santo, as pessoas, seja no Templo Sagrado, a Igreja, uma é conseqüência da outra. Será aberto então a passagem para o homem do pecado (um Anticristo) de que fala São Paulo em 2Tes2,3-4: “deve vir primeiro a apostasia, e aparecer o homem ímpio, o filho da perdição, o adversário, que se levanta contra tudo que se chama Deus, ou recebe culto, chegando a sentar-se pessoalmente no Templo de Deus e querendo passar-se por Deus”.

Exemplificando

Abominação da desolação nos dois contextos bíblicos:

Contexto Bíblico: Espírito abominação da desolação. A abominação em seu objeto e forma.
Local que se instala: Nas pessoas, templo do Espírito Santo. Na Igreja seja Católica (principalmente), seja em outras igrejas. (Será um objeto de idolatria.)
Características: Espírito de Rebelião (desobediência a Deus), Racionalismo, Naturalismo e auto-suficiência atéia. Desprezo da divindade de Jesus e sua liturgia do Sacrifício da Missa, falso ecumenismo.
Conseqüências: Perda de fé, desobediência dos mandamentos de Deus em nome de que todo prazer é natural, cada um é auto-suficiente, é indiferente para com qualquer religião. Abolição da Eucaristia, ecumenismo para destruir a Missa e Eucaristia.

6. O ANTICRISTO

6.1. O Anticristo no sentido bíblico da palavra

Jesus já começa avisando em João 5, 43: “Vim em nome de meu Pai, mas não me recebeis. Se vier outro em seu próprio nome, haveis de recebê-lo…” O Outro que vem em seu próprio nome é o Anticristo: “… A impostura religiosa suprema é a do Anticristo, isto é, a de um pseudomessianismo em que o homem se glorifica a si mesmo em lugar de Deus e do seu Messias que veio na carne” (CIC 675).

A palavra Anticristo ocorre somente nas Epístolas Joaninas; mas existem assim chamados paralelismos a estas ocorrências no Apocalipse, nas Epístolas Paulinas, e outros menos explícitos nos Evangelhos e no Livro de Daniel.

Nas Epístolas Joaninas embora o Apóstolo João fale de vários Anticristos, ele distingue entre os muitos e o agente único e principal: “O Anticristo virá. Já agora há muitos anticristos” (1Jo 2,18). Mostra que os anticristos saíram do “nosso meio” (1Jo 2,19). Estavam então infiltrados já entre os da comunidade de cristãos, provavelmente eram judeus mal intencionados. Diz também que ele já está no mundo: “mas é o espírito do Anticristo de cuja vinda tendes ouvido, e já está agora no mundo” (1Jo 4,3). Ele agora falou em o “espírito do Anticristo” que já está no mundo e que vai de encontro ao que disse São Paulo de que o mistério de iniqüidade já está em ação: “Porque o mistério da iniqüidade já está em ação, apenas esperando o desaparecimento daquele que o detém” (2Tes 2,7).

O apóstolo Paulo nesse capítulo fala da evolução do mal: a fermentação da iniqüidade, a grande apostasia, e o homem da iniqüidade. Precisamente, ele descreve uma coisa (to datechon), e depois como uma pessoa (ho katechon), evitando a ocorrência do evento principal: “algo o detém” e “aquele que o detém”, (v. 7).

Em 2Tes 2,3-4, mostra que o Anticristo negará a Cristo se achando um novo Cristo (Messias): “Porque primeiro deve vir a apostasia, e deve manifestar-se o homem da iniqüidade, o filho da perdição, o adversário, aquele que se levanta contra tudo o que é divino e sagrado, a ponto de tomar lugar no templo de Deus, e apresentar-se como se fosse Deus”.

Se São Paulo e São João falam que tal “espírito” já está no mundo, o “algo que o detém” só pode ser (veja o rodapé de sua Bíblia) a fé Cristã, no qual quem guarda são as Igrejas legalmente constituídas. “Aquele que o detém” é portanto o líder que defende o Cristianismo no mundo, o Papa.

Depois de estudar a figura do Anticristo na Epístola de São Paulo aos Tessalonicenses, alguém facilmente reconhece o “homem da iniqüidade” em Dn 7,8.11.20.21, aonde o Profeta descreve o “pequeno chifre”. O Padre Emmanuel (O Drama do Fim dos Tempos, Pe Emmanuel-André) exemplifica Daniel: “o chifrezinho era um rei que acabaria por dominar sobre toda a terra com inaudito poder. Vomitará, lhe foi dito, blasfêmias contra Deus, esmagará debaixo dos pés os santos do Altíssimo; ele pensará que pode mudar os tempos e as leis; e tudo lhe será entregue durante um tempo, dois tempos, e a metade de um tempo” (Daniel 7). Por este rei todos os intérpretes entendem o Anticristo.

Atenção, o Anticristo não negará Cristo e outros profetas anteriores, apenas dará outras interpretações.

Ratzinger no Congresso dos Catequistas em Dezembro de 2000: “‘Vim em nome de Meu Pai e não Me recebestes, mas se vier outro, em seu próprio nome, recebê-lo-eis’ (Jo 5, 43). O sinal distintivo do Anticristo é falar em seu nome”.

6.2. O Anticristo nas profecias de Santos da Igreja

“Ele sentará no Templo de Deus como se fosse Cristo, e levando para o mau caminho aquele que adorá-lo” (Santo Irineu).

“O Anticristo deseja ser o senhor de todas as coisas, e se tornar o mestre de todo o Universo. Ele realizará milagres e sinais inexplicáveis” (São Nilo 430 d.c.).

“Cristo veio dos Hebreus, e o Anticristo nascerá entre os Judeus” (Santo Hipólito).

“Será durante esse tempo que nascerá o Anticristo, duma religiosa hebraica, duma falsa virgem que terá comunicação com a antiga serpente, o mestre da impureza… …fará prodígios, não se alimentará senão de impurezas” (Nossa Senhora de La Salette).

“O Anticristo virá de uma terra entre dois mares, e praticará sua tirania no Oriente. Depois de seu nascimento, falsos professores e doutrinas aparecerão, seguido de guerras, fome e pestes” (Santa Hildegarda).

“Enoque e Elias[13] se aproximarão secretamente do Anticristo; eles contarão às pessoas quem ele é, e por quem cujo poder opera milagres, e em que modo ele vira ao mundo e como será seu fim” (Santa Mechtilda).

“Por meio de seu grande poder, engano, e malícia ele terá sucesso em seduzir ou forçará a cultuá-lo dois terços da humanidade” (São Cirilo de Jerusalém).

“Anticristo se apresentará para os Judeus como o Messias. E assim eles o seguirão (2 Tes 2,9). Ele levará os ricos do mundo para Jerusalém e mostrará ter poder sobre as leis naturais” (Dyonisio de Luxemburgo).

“Ele ganhará o apoio de muito dons e dinheiro, ele se venderá para o diabo e desde então não terá anjo da guarda ou consciência” (São Jerônimo).

“O Anticristo reinará sobre o mundo, de Jerusalém, no qual ele a transformará numa magnificente cidade” (Santo Anselmo).

“Anticristo será possesso por Satan e será o filho ilegítimo de uma judia do Oriente” (São João Crisóstomo).

“Anticristo ensinará que Cristo era um impostor, e não o real Filho de Deus” (Santo Hilário).

6.3. Mais profecias sobre o Anticristo

“Quisera percorrer a terra, apregoar teu nome, e implantar em terra de infiéis a tua gloriosa Cruz (…). Martírio! Eis o sonho de minha juventude! O sonho que cresceu comigo à sombra dos claustros do Carmelo… Aí, também, percebo que meu sonho é loucura, pois não conseguiria limitar-me a desejar um só gênero de martírio… Para me satisfazer, precisaria de todos eles… Quisera, como tu, meu adorado Esposo, ser flagelada e crucificada… Como São Bartolomeu, quisera morrer esfolada… Como São João, quisera ser escaldada em azeite a ferver. Quisera submeter-me a todos os tormentos que se infligiam aos mártires… Com Santa Inês e Santa Cecília, quisera apresentar meu pescoço à espada e, como Joana D’Arc, minha querida irmã, quisera sobre a fogueira murmurar teu nome ó Jesus… Pensando nos tormentos que serão a sorte dos cristãos na era do Anticristo, sinto o coração alvoroçar-se, e quisera que tais tormentos me fossem reservados” (Santa Teresinha, História de uma Alma, manuscrito B).

Estas são profecias no sentido lato:

“O demônio se esforçou sempre para retirar do mundo a Santa Missa por meio dos hereges; estes se mostram assim como precursores do Anticristo, que procurará, antes de tudo, impedir a celebração da Santa Missa, o que ele, de fato, conseguirá, conforme a profecia de Daniel (Dan 8, 12): ‘E lhe será dado o poder contra o sacrifício perene por causa dos pecados’” (Santo Afonso Maria de Ligório).

“Os profetas declararam que o sacrifício seria sempre oferecido na lei nova, e que a abolição do sacrifício perpétuo seria a obra e o sinal do Anticristo (Dan. XII). A primeira tentativa formal para suprimi-lo, foi um dos traços característicos da revolta do século XVI, contra a Igreja” (Cardeal Vaughan).

Por sua parte São Pio X (1903-1914) confessara a angústia de que era possuído ante os progressos alcançados pela seita no interior mesmo da Igreja. Em sua primeira Encíclica “E Supremi Apostolatus” de 4 de outubro de 1903, expressa seu temor de que o tempo da apostasia que entrava na Igreja, fosse o tempo do Anti-Cristo, falsificação de Cristo, usurpador de Cristo. Eis abaixo o texto:

“… Nos atemorizava principalmente o estado aflitivo em que se encontra a humanidade atualmente. Porque, quem não se vê que a sociedade humana está sendo atacada de uma doença muito mais grave e mais profunda do que a que afetava as gerações passadas, que agravando-se cada dia e roendo até os ossos, vai arrastando-a para a perdição? Que doença é esta já o sabeis, Veneráveis Irmãos, é para com Deus a deserção e a apostasia; nada sem duvida que esteja mais perto da perdição, segundo estas palavras do Profeta: ‘Porque perecerão os que se afastarem de Ti’ (Sl 72,27)”.

“Porque verdadeiramente contra seu criador ‘rugiram as nações e os povos meditaram com insensatez’ (Sl 2,1); de tal modo que já é voz comum a dos inimigos de Deus: ‘Afasta-te de nós, não queremos conhecer os teus caminhos’ (Jó 21,14). Daí resulta que está, na maioria dos homens, quase extinto o respeito ao eterno Deus sem levar em conta sua vontade suprema nas manifestações de vida pública e privada. Mais ainda, com todo esforço e engenho procuram que seja abolida por completo até a memória e a noção de Deus.

Quem considerar todas essas coisas, pode com razão temer que esta perversidade de espírito seja uma antecipação e o começo dos males que estavam reservados para o fim dos tempos, ou que já se encontra neste mundo ‘o filho da perdição’ (2Tes 2,3) de que fala o Apóstolo.”

6.4. Sinais que se reconhecerá no Anticristo

  1. Fará descer fogo do céu. “Realizou grandes prodígios, de modo que até fez descer fogo do céu sobre a terra, à vista dos homens” (Ap 13,13).
  1. É judeu, no qual se proclamará como messias. (Conf. várias profecias.)
  1. Tem boa aparência.[14]
  1. Entrará numa época de guerra[15] no qual irá propor uma paz mundial (Nova Ordem Mundial) às nações com o uso inclusive de um chip para monitorar pessoas. (Essa paz mundial será apenas uma ausência de guerra, mas os homens se entregarão mais aos pecados carnais, conforme La Salette e Apelos Urgentes.)
  1. Será eleito como Matreya pelo seguidores da Nova era. (Como maior exemplo os seguidores de várias religiões gnósticas, cabala e outras.[16])
  1. Falará em uma Nova Ordem Mundial e Nova Conscientização Mundial e princípios desse tipo que estarão bem em acordo com os princípios maçônicos da Nova Era.[17]
  1. Proclamará doutrinas cabalísticas. Sabe-se que a cabala, uma religião oculta que veio do judaísmo e tem princípios gnósticos, acredita que com a vinda do suposto messias o que é mal tomará a aparência de bem, ou seja, o dualismo gnóstico e no qual a cabala acredita, fará com que o que é pecado será liberado e os mandamentos revogados.[18] Citando: “Segundo o messianismo cabalista, o reino do Messias trará a abolição da lei e mesmo a sua inversão, tornando lícito o que era proibido” (cfr. G.G. Scholem, A mística judaica, p. 181 e p. 314). E também: “the abolition of the norm of permitted and forbidden pure and impure”, traduzindo: “a abolição da norma do permitido e proibido do puro e impuro” (G.G. Scholem, Sabbatai Sevi, The Mystical Messiah, p. 321).

7. COMPROVANDO OS FATOS

Os fatos reais se encaixam com a bíblia e confirmam a conspiração!

Introdução

Os judeus ainda esperam um Messias. Eles são donos dos meios de comunicação e boa fortuna. Imagina se alguma seita secreta lança um Messias para enganar aqueles. Seria um plano bem elaborado se acrescentar que tal Messias não negará Jesus Cristo para que assim consiga mais adeptos.

Em João 10,1, Jesus se refere aos fariseus e falsos pastores da época que tinham entrado e dominado a Sinagoga (v.8). Não entraram pelo local tradicional, a porta, e sim pela janela, mas as ovelhas de Jesus, ou seja, os que são fieis sabem escutar (reconhecer) qual é o pastor de Deus assim não se deixam ser enganados, por falsas novas doutrinas. Na mesma situação que os perversos fariseus da Sinagoga na época, os pastores (clero) que hoje perderam a fé, se preparam para executar o plano de destruição.

Desde a época dos apóstolos, os anticristos saíram do “nosso meio” (1Jo 2,19) e que estavam infiltrados dentro da própria comunidade conforme a epístola do apóstolo: “Eles saíram dentre nós, mas não eram dos nossos. Se tivessem sido dos nossos, ficariam certamente conosco” (1Jo 2,19).

Muitas sociedades secretas e heresias contra a Igreja nasceram do meio de judeus enganando a maioria dos judeus e não judeus com suas mentiras gnósticas. Seriam as sociedades secretas o mistério da iniqüidade que estava em ação (2Tes 2)? “Eu conheço a tua angústia e a tua pobreza – ainda que sejas rico – e também as difamações daqueles que se dizem judeus e não o são; são apenas uma sinagoga de Satanás” (Ap. 2,9).

Corroendo a Igreja por Dentro

“Assim quanto mais eles usaram de violência para ocupar os lugares de culto, mais eles se separaram da Igreja. Eles pretendem representar a Igreja; na realidade, expulsam-se a si próprios e perdem-se. Ainda que os católicos fiéis à tradição se reduzam a um punhado, são eles a verdadeira Igreja de Jesus Cristo” (Santo Atanásio).

Pense qual seria o meio mais fácil de destruir uma grande e secular instituição (Igreja Católica) senão por dentro dela mesmo e por infiltração? Esse é o tema discutido nesse tópico seguido de profecias que comprovem.

“Alguns deles queriam prendê-lo, mas ninguém lhe lançou as mãos” (Jo 7,44). Essa e tantas outras passagens no Evangelho mostram o quanto os fariseus estiveram muito perto de prender e levar Jesus a julgamento, mas porque Deus não permitiu que ele fosse levado a julgamento dessa forma? Porque Jesus teria que ser traído logo por um dos seus discípulos e porque não dispendou ele antes?

Deus permitiu, provavelmente, que Jesus fosse traído por um dos seus discípulos para mostrar o que poderá acontecer no futuro, em que muitos dos seus escolhidos para estar em destaque na Igreja haverá de traí-lo, ou seja, foi mostrado mais uma vez que não há meio mais fácil de destruir um grupo, do que alguém que já esteja dentro dele.

A Instrução Permanente da franco-maçonaria Alta Vendita é uma das seitas secretas que tem esse plano de acabar com a Igreja por dentro:

“Em poucos anos, pela força das coisas, este jovem Clero terá ascendido a todas as funções; formará o conselho do Sumo Pontífice, será chamado a escolher o novo Pontífice que há-de reinar”. Isso significa que o Papa estará cercado de maus bispos e cardeais (franco-maçonaria eclesiástica) que colocarão um falso Papa, não eleito pelos cardeais.

Papa Leão XIII (1878-1903) pressentiu a subversão pelo cume da Igreja e escreveu um pequeno exorcismo contra satanás. Eis o trecho do exorcismo que figura na versão original mas foi suprimido nas versões posteriores:

“Eis que astutos inimigos encheram de amargura a Igreja, Esposa do Cordeiro Imaculado, deram-lhe absinto para beber e puseram suas mãos ímpias sobre tudo o que há nEla de mais precioso. Onde a Sede do bem-aventurado Pedro e Cátedra da Verdade haviam sido estabelecidas como luz para as nações, eles erigiram o trono da abominação da sua impiedade, para que uma vez golpeado o pastor possam dispersar o rebanho”.

Vemos então o cumprimento da profecia: “Porque o mistério da iniqüidade já está em ação, apenas esperando o desaparecimento daquele que o detém” (2Tes 2,7). E quem seria esse que o detém? Se juntarmos com o que disse João, de que o Anticristo sairia de “nosso meio” (1Jo 2,19), vemos que um pastor (Papa), o líder que guarda as ovelhas na comunidade é necessário que tal pessoa se afaste (Papa) para tomar no lugar um falso pastor e que tem a voz diferente dos outros pastores (Papa). Ou seja o antipapa proclamará doutrinas diferentes bem ao gosto pagão e humanista da maçonaria.

Se São Paulo e São João falam que tal “espírito” já está no mundo, o “algo que o detém” só pode ser (veja o rodapé de sua Bíblia) a fé Cristã, no qual quem guarda são as Igrejas legalmente constituídas. “Aquele que o detém” é, portanto, o líder que defende o Cristianismo no mundo, o Papa.

Algumas profecias reconhecidas pela Igreja de que satanás conseguirá chegar aos altos escalões da Igreja

Nossa Senhora em Akita:

O Diabo se infiltrará até mesmo na Igreja de tal um modo que haverá cardeais contra cardeais, e bispos contra bispos”. (As revelações são dadas como sobrenaturais pelo Vaticano.)

La Salette:

“O Vigário de meu Filho terá muito que sofrer, porque durante algum tempo a Igreja será entregue a grandes perseguições. Será o tempo das trevas; a Igreja terá uma crise medonha”.

Aqueles que estão à frente das comunidades religiosas tomem cuidado com as pessoas que eles devem receber, porque o demônio usará de toda a sua malícia para introduzir pessoas entregues ao pecado, pois as desordens e o amor dos prazeres carnais se espalharão por toda a terra.

“Roma perderá a fé e tornar-se-á a sede do Anticristo.”

“Os chefes, os guias do povo de Deus negligenciaram a oração e a penitência, e o demônio obscureceu as suas inteligências; tornaram-se estrelas errantes que o velho demônio arrastará com a sua cauda para fazê-los perecer.”

Irmã Helena Aiello recebeu uma mensagem de Nossa Senhora em 11 de abril de 1952 (sexta-feira santa):

“O Meu Coração está sangrando porque a Igreja será perseguida. Os lobos rapaces são muitos e vestem-se com a pele de cordeiro, e por isto o Cristo na terra (o Papa) sofrerá muito”.

Ana Catarina Emmerich, freira alemã estigmatizada, em processo de beatificação, teve a seguinte visão:

“Uma grande quantidade de pessoas que trabalhavam para derrubar a Igreja de São Pedro. Os demolidores levavam grandes pedaços; eram em grande número, sectários e apóstatas. Em seu trabalho seguiam ‘certas’ ordens e ‘certas’ regras”; disse mais: “Vi, com horror, que entre eles havia também sacerdotes católicos… Vi o Papa em oração, rodeado de falsos amigos, que, com freqüência, faziam o contrário do que ele ordenava”.

Pe Gobbi:

13/06/89 – “Esta infiltração maçônica, no interior da Igreja, já vos foi predita por Mim em Fátima, quando vos anunciei que Satanás se introduziria até o vértice da Igreja”.

Nossa Senhora faz referência a uma revelação de Fátima não integrante das duas primeiras partes do Segredo, que são de conhecimento público (ver mensagem de 13/05/92: “Naquela ocasião (Fátima), eu predisse os tempos da perda da verdadeira fé e da apostasia, que se difundiria por toda a Igreja … eu predisse os tempos da guerra e da perseguição à Igreja e ao Santo Padre, por causa da difusão do ateísmo teórico e prático e da rebelião da humanidade a Deus e à sua Lei… eu predisse o castigo e que, por fim, o Meu Coração Imaculado triunfaria”).

Assim, Nossa Senhora revela o amplo processo de infiltração da maçonaria até os mais altos escalões da hierarquia da Igreja Católica (até o vértice da Igreja, ou seja, Satanás ocuparia o próprio trono do sucessor de Pedro). Não surpreende, portanto, os relatos de reações papais diante da gravidade de revelações que transpunham para a nossa época os tempos preditos no Apocalipse. Certamente, forças maçônicas inseridas dentro da Igreja inviabilizaram, de todas as formas possíveis, a divulgação das mensagens de Fátima, particularmente as revelações constantes do Terceiro Segredo, por razões óbvias.

Profecia de Lérida:

Profecia de Lerida, na Espanha, datada de 1881, que foi mandada copiar com fidelidade e foi divulgada pelo grande Papa Leão XIII.

Jesus fala: “Advirto-vos, meus queridos, sobre a avassaladora paixão que sofrerá a Minha Igreja, pela ação deicida de uma sacrílega apostasia doutrinária, que com sutileza demoníaca, levarão adiante grande número dos meus discípulos, os quais, investidos da responsabilidade ministerial que exercerão iniquamente entre vós, produzirão um cisma mortal nas almas dos meus fiéis. Eu estarei convosco. A Igreja é santa de minha santidade. Eu salvarei a Minha Igreja.

Rezai! Rezai diariamente. Que seja a vossa oração, humilde e confiante; perseverai nela! O mundo está ameaçado de ruína total por falta de oração, que significa o esquecimento de Deus. Rezai pelo Santo Padre. Com o correr dos anos ele terá grandes sofrimentos. Daqui a cem anos, sobre o pastor supremo cairá uma dura prova, que colocará em gravíssimo perigo sua fidelíssima, abnegada e preclara existência. Este será o sinal de uma grande crise, como não tem havido até agora; que estremecerá a minha Igreja e o mundo.

O Sumo Pontífice que será seu antecessor, o sacrificarão desapiedadamente (atentado contra o papa Bento XVI?, comentário nosso), os mesmos que o escolheram para ocupar a cadeira de Pedro, diante da firme negativa em aderir ao antipapa. Estes dois pontífices levarão, um e outro, o mesmo nome.

Os pastores, cada vez em maior número, extraviarão meu rebanho. Seduzidos por fantasiosas teorias heréticas, maquinadas por falsos teólogos, eles atraiçoarão sua missão de guias do meu povo, introduzindo no Templo Santo um culto indigno, de raízes pagãs. Ensinarão uma doutrina adulterada. Será um tempo em que o príncipe das trevas se apossará das mentes ensoberbecidas de dignitários, eclesiásticos e civis”.


Notas

[1] Pe. Michael O’Carroll, Vassula da Paixão do Sagrado Coração.

[2] “Virão dias – oráculo do Senhor Javé – em que enviarei fome sobre a terra, não uma fome de pão, nem uma sede de água, mas (fome e sede) de ouvir a palavra do Senhor. Andarão errantes de um mar a outro, vaguearão do norte ao oriente; correrão por toda parte buscando a palavra do Senhor, e não a encontrarão” (Am 8,11s) e também em: “Virão dias em que desejareis ver um só dia o Filho do Homem, e não o vereis” (Lc 17,22). O próprio Ratzinger já citou na entrevista, seção revelações, que essa profecia de Amós tem a ver com Fim dos Tempos.

[3] Fogo que não significa apenas inferno (só para os piores), mas também a purificação com o fogo espiritual.

[4] Cardeal Crétineau-Joly, The Roman Church and Revolution , 2º vol., ed. original, 1859, reimpressa pelo Círculo da Renascença Francesa, Paris, 1976; Monsenhor Delassus apresentou de novo estes documentos no seu trabalho The Anti-Christian Conspiracy (A Conspiração Anti-Cristã), DDB, 1910, Tom. III, pp. 1035-1092.

[5] Monsenhor Dillon, Grand Orient Freemasonry Unmasked , pp. 51-56, o texto completo da Alta Vendita – Christian Book Club, Palmdale, Califórnia.

[6] Michael Davies, Pope John’s Council (Angelus Press, Kansas City, Missouri, 1992), p. 166.

[7] The Catholic Encyclopedia , Vol. 3 (New York Encyclopedia Press, 1913), pp. 330-331.

[8] Rev. E. Cahill, S.J., Freemasonry and the Anti-Christian Movement (Dublin, Gill, 1959), p. 101.

[9] Bispo Rudolph Graber, Athanasius and the Church of Our Time (Christian Book Club, Palmdale, Califórnia, 1974), p. 39.

[10] Livro “O Segredo Maçônico”, págs. 45-52.

[11] O Padre Gobbi, como é normalmente chamado, tornou-se conhecido pelo fato de ter fundado um movimento religioso católico, de âmbito mundial, intitulado de Movimento Sacerdotal Mariano (M.S.M.). Este movimento religioso surgiu na sequência de uma locução interior recebida pelo sacerdote em pleno Santuário de Fátima, em Portugal, no ano de 1972. Desde então, a Santíssima Virgem Maria tem lhe concedido inúmeras mensagens durante cenáculos em vários países. O Padre Gobbi é doutourado em Teologia Sagrada pela Universidade Pontifícia de Roma e chegou a ser inclusive recebido inúmeras vezes pelo Papa João Paulo II (a quem se reconhecia uma elevada devoção pessoal por Nossa Senhora). O Papa João Paulo II celebrava anualmente uma missa com o Padre Gobbi na sua capela privada no Vaticano. Padre Gobbi sofreu um ataque cardíaco e foi hospitalizado em seguida mas veio a falecer dez dias após no dia 29 de junho de 2011, em Collavalenza, na Itália.

[12] A missa é o Santo Sacrifício Perpétuo no qual gera inúmeras graças e frutos para as pessoas e o mundo inteiro, do mesmo modo que o Sacrifício Cruento (Jesus sentindo dor há dois mil anos) lembrando que o Sacrifício é o mesmo.

[13] Seria cada um figurativamente, Elias, o espírito de profecia que denuncia a vinda e confirma pelas profecias, e Enoque ou Moyses seria a figura da lei, da ortodoxia, que segue retamente a lei católica.

[14] Muitos serão enganados pela sua aparência (pela aparência do impostor). Por causa da sua máscara de cordeiro.

[15] Mensagem de Nossa Senhora, n° 2.583: “A humanidade beberá o cálice amargo da guerra. O Anticristo virá e as nações estarão em guerra. Será o maior sofrimento para os homens. Rezai. Eu quero socorrer-vos. Abri vossos corações ao Meu chamado e sereis salvos. Vós que estais a escutar-Me a nada deveis temer. Sede fiéis e nenhum mal virá contra vós” (www.apelosurgentes.com.br).

[16] Toda Nova Era espera esse messias. Essas religiões gnósticas dão o início da Nova Era nos anos 60, ou seja, para eles estaríamos no ano 44 da Era de Aquário, o que na verdade, nos anos 60 foi quando começou a apostasia (perda de fé) no qual começou a decadência (martírio) da Igreja Católica e costumes imorais se espalhando. A destruição da Igreja Católica ou cristianismo e seus valores é necessário para esses esotéricos se espalharem.

[17] Conforme comentado nas partes anteriores, o Anticristo precisará de um grande apoio político para exercer o seu poder de forma que possa seduzir ainda mais as pessoas: “Foi-lhe dado, também, fazer guerra aos santos e vencê-los. Recebeu autoridade sobre toda tribo, povo, língua e nação, e hão de adorá-la todos os habitantes da terra, cujos nomes não estão escritos desde a origem do mundo no livro da vida do Cordeiro imolado. Quem tiver ouvidos, ouça!” (Ap 13, 7-9).

[18] De cordo com Santa Hildegarda: “Ele seduzirá… e dispensará todos da observância dos mandamentos de Deus e da Igreja, perdoando os seus pecados e fazendo eles adorarem apenas sua divindade” (do Anticristo).

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