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Vigília da RCC

Fundamento bíblico: Jesus depois de ressuscitado, tendo indicado apenas aos Doze (apóstolos) que ainda lhes encontraria para ascender ao Céu, soprou sobre eles e disse-lhes “recebam o Espírito Santo, o que ligares ou desligares na terra será ligado ou desligado no céu, pois quem vos ouve a Mim ouve”.

Antes, também lhes tinha dito que “enviaria o Espírito Santo para lhes dar memória e entendimento do que lhes falara, pois muitas coisas ainda não podiam compreender”.

Daí, uma das principais razões de ser e de fazer da Igreja: o Magistério infalível ditado pelo Espírito Santo, pelo qual a Igreja é Mãe e Mestra da única fé verdadeira. O Magistério infalível atinge, assim, na boca de Jesus o mesmo valor da Palavra transmitida por Escrito ou o Evangelho, pois até esta escritura foi reunida e promulgada como tal por aquele enquanto acompanhou a Tradição ou a Palavra transmitida desde o Mestre e os seus apóstolos de modo Oral, exclusivamente, nas quatro décadas que sucederam à Ressurreição.

Jesus soprou apenas sobre os apóstolos. Não havia outros discípulos, porque não os convidara. Muito menos havia a multidão, porque sem fé é impossível agradar a Deus e fé é “ato de inteligência e de vontade” e não sentimento ou emoção.

O Dogma da Infalibilidade

A infalibilidade está na assistência do Espírito Santo aos atos de Magistério do papa que, de sua parte, necessariamente, quer ser infalível porque acredita na mesma assistência e por ela dita, enão dialoga, porque o homem não pode dialogar de igual para igual com Deus, já que “tanto o céu dista da terra, como os pensamentos dos homens distam dos de Deus” e uma vez que o próprio Jesus disse que nos daria o entendimento, assim, desta forma, por seu Espírito Santo sobre os apóstolos debaixo do Primado de Pedro, este o cabedal e definido bem antes quando da declaração de fé petrina.

A RCC nega, mas sua “doutrina” própria e separada (pela obra escrita) é mais uma das negações da infalibilidade papal pelo molde incentivado nos documentos do Concílio Vaticano II, o qual, pelo papa João XXIII já na sua abertura, não quis ser dogmático (ou infalível), mas apenas pastoral.

Pois bem, o dogma a imperar é este, o qual foi publicado explicitamente em vários concílios, mas especificamente pelo Concílio Vaticano I (este, infalível porque nele se creu petrinamente e se quis ser infalível);

“O Espírito Santo assiste infalivelmente apenas ao Papa e aos bispos reunidos com ele e sob sua direção nas questões de fé e de moral”.

Refere-se ao depósito da fé imutável e infinita (sem evolução) como herança e como juízo para todas as gerações.

Ou seja, o Espírito Santo não assiste aos simples padres e aos leigos de uma forma infalível.

E aqui tratamos de uma questão de fé para se discernir acerca da própria fé e para se ter a justa ordenação da fé pelo intelecto, pois fé é ato de inteligência e de vontade, mas não sentimento ou emoção.

Este Concílio Vaticano I prosseguiu para definir as condições para haver a infalibilidade, assentadas mais no fato do papa crer que será infalível e querer ser infalível.

Mas, como um papa conciliar que quer “dialogar” e coloca supremacia nos teólogos para definirem questões de fé (e isto, por documentos oficiais) acreditaria ser infalível para, em seguida, querer ser infalível e se determinar a isto com oficialidade e publicidade, depois do Concílio Vaticano II que impôs o “diálogo” até ante o mero senso comum de fé nos leigos?

Foi por esta brecha que Roma possibilitou a exportação protestante e a inserção da RC entre católicos.

Porém, esta brecha consiste numa contradição visceral ou incongruência por entrechoque que impossibilita a infalibilidade. E como não querer que Deus verdadeiramente dite quando é a Verdade e exatamente, assim, presta-Se a dar aos homens a luz que estes não podem ter? Pode o infalível contemporizar com os falíveis acerca da própria Verdade?

E a RCC, por seus doutrinadores, acredita sim, que recebe a mesma assistência do Espírito Santo que receberia o papa mesmo se quisesse ser infalível.

E, desta forma, vai contra a principal obra do Espírito Santo, conforme a promessa do Mestre, que é dar “memória e entendimento acerca do que Jesus falou e do que não podemos compreender sem a ajuda de Deus”.

Conforme a intenção e consonante o teor do Concílio Vaticano I, o “carismático” pode vir a pecar contra o Espírito Santo, pois uma das quatro formas de pecar contra o Espírito Santo é propositalmente atacar Sua doutrina como ditada aos papas e pelos papas, porque outra sentença dogmatizada da Igreja é a de que “Deus não engana nem Se engana”, portanto, não pode ir contra Sua própria obra ou Se contradizer, se não, por vezes, apenas aparentemente aos olhos do homem, o qual, também por isso, necessita do Magistério infalível.

Sem a infalibilidade da fé e do primado petrinos, nas quatro condições acertadas pelo Concílio Vaticano I, as quais estiveram contempladas pelo escrito conclusivo e assinado por São Pedro e pelos apóstolos quando São Paulo disputou com aquele primeiro papa o óbice à sua pretensão judaizante, além do legado da geração dos bispos subapostólicos como Santo Inácio da Antioquia, desaparece um das principais razões de ser da Igreja e a própria catolicidade se fere de morte.

É este o mal fatal da RCC que, além de chegar a se contrapor à delegação exclusiva aos apóstolos sob São Pedro, tão só por desviar dos deveres irredutíveis do aprendizado e da observância do Magistério infalível, o qual acabou encoberto e asfixiado pela direção eclesial posterior ao Concílio Vaticano II, já compromete terrivelmente a salvação de seus seguidores e abre portas, sim, à sua condução satânica travestida de luz, para o que também alertaram os apóstolos, os santos e os papas infalíveis.

Não foi à toa que os papas pré-conciliares ao Vaticano II já haviam condenado opentecostalismo, o americanismo e o carismatismo, enquanto relacionados entre si por causas e decorrências.

Você que quer ser católico de verdade, sem mistura de protestantismo, converta-se e procure, principalmente, sua orientação no Magistério pré-conciliar de Leão XIII, de Pio IX, de São Pio X, de Pio XI e de Pio XII e vislumbre encantado como Deus advertiu seu povo com exatidão sobre todos os males que adviriam do modernismo ou liberalismo iluminista.

Peça a Deus e a Nossa Senhora a verdadeira fé e a coragem e a paciência de sofrer a presente Cruz da Igreja, mas corra para sustentar sua fé nos sacramentos válidos, lícitos e frutuosos conforme Santo Tomás de Aquino, assim como para o socorro de Nossa Senhora pelo reza do Santíssimo Rosário como ela o ditou a São Domingos.

Escrito na caridade de Cristo que perdoa e corrige o contrito e humilhado,

Deus lhe ajude. Amém.

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