Autor: Aarão | Recados do Aarão

Texto original de 11 de dezembro de 2016

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Bergoglio, em sua Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, afirma que a Igreja não deve fechar as portas dos Sacramentos POR QUALQUER RAZÃO.

Confrontando este disparate aporte com o Magistério da Igreja, uma análise catequética-pedagógica se faz necessário para corrigir este grave erro.

O Magistério Infalível da Igreja nos ensina da necessidade de estarmos devidamente preparados para receber os Sacramentos:

Os pastores de almas e os demais fiéis, cada um segundo a sua função eclesial, têm o dever de procurar que aqueles que pedem os sacramentos se preparem com a devida evangelização e a formação catequética para os receber, em conformidade com as normas dadas pela autoridade competente. (Código de Direito Canônico, 843 § 2)

As Sagradas Escrituras, por exemplo, nos ensina que só podemos comungar em estado de graça (com confissão regular ao sacerdote):

Portanto, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente será culpável do corpo e do sangue do Senhor. Que cada um se examine a si mesmo, e assim coma desse pão e beba desse cálice. Aquele que o come e o bebe sem distinguir o corpo do Senhor, come e bebe a sua própria condenação. (1Cor 11, 27-29)

Bergoglio afirma…

A Igreja é chamada a ser sempre a casa aberta do Pai. Um dos sinais concretos desta abertura é ter, por todo o lado, igrejas com as portas abertas. Assim, se alguém quiser seguir uma moção do Espírito e se aproximar à procura de Deus, não esbarrará com a frieza duma porta fechada. Mas há outras portas que também não se devem fechar: todos podem participar de alguma forma na vida eclesial, todos podem fazer parte da comunidade, e nem sequer as portas dos sacramentos se deveriam fechar por uma razão qualquer. Isto vale sobretudo quando se trata daquele sacramento que é a «porta»: o Batismo. A Eucaristia, embora constitua a plenitude da vida sacramental, não é um prêmio para os perfeitos, mas um remédio generoso e um alimento para os fracos. Estas convicções têm também consequências pastorais, que somos chamados a considerar com prudência e audácia. Muitas vezes agimos como controladores da graça e não como facilitadores. Mas a Igreja não é uma alfândega; é a casa paterna, onde há lugar para todos com a sua vida fadigosa. (Bergoglio, Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, n.47, sobre o anúncio do Evangelho no mundo atual, 24 de novembro de 2013)

DECLARAÇÃO ABSURDA… Segundo dom JMB “a igreja não pode ter as portas fechadas nem para os Sacramentos”. Isso é algo absurdo, que raia a loucura. É óbvio e mais do que ululante, que a declaração que ele está fazendo se refere à sua igreja, a igreja dele e do seu grupo, porque SIM, a IGREJA CATÓLICA e de JESUS, tem determinadas portas FECHADAS para aqueles que não cumprem os pressupostos, as normas, as diretrizes, a doutrina, o pleno acordo, a contrição e o arrependimento, a liberdade de escolha e o desejo… Vejamos um por um…

BATISMO – Para que a pessoa receba o batismo válido é preciso o desejo de recebê-lo, seja por parte da pessoa, quando adulta, seja pelos pais e padrinhos, quando criança. Ninguém pode ser forçado a ser batizado, e estes são fatores que VEDAM as portas da recepção deste sacramento.

CONFIRMAÇÃO – Para receber este Sacramento é necessário que a pessoa, livremente, aceite a fé católica em sua plenitude, devendo ter conhecimento pelo menos do básico que um católico verdadeiro deve saber. Por exemplo: não se pode dar a confirmação a um protestante, porque ele não aceita a Igreja Católica em sua plenitude, menos ainda a outros pagãos. Então, SIM, portas fechadas a eles.

CONFISSÃO – Este sacramento só pode ser concedido em plenitude, para todo aquele que cumpre fielmente, livre e amorosamente, os pré-requisitos que a Igreja impõe. Ser batizado, ser católico, ter contrição perfeita, ter sincero e profundo arrependimento dos pecados, prometer firmemente não pecar mais, contar os pecados a um sacerdote sem esconder nenhum e rezar a penitência imposta pelo confessor. Sem isso PORTAS FECHADAS a quem quer que seja. Se concedido é sacrilégio.

EUCARISTIA – Portas FECHADAS a todo aquele que não está com a confissão em dia. É preciso estar em estado de graça, aceitar livre e decididamente a presença REAL de JESUS na Hóstia Consagrada, e naturalmente ser Batizado, pois este Sacramento é a chave para todos os outros.

ORDEM – Para que um homem receba o Sacramento da Ordem é necessário que ele se prepare longamente nos seminários, que cumpra todos os requisitos que dizem respeito à sua Congregação ou os Diocesanos, naturalmente estar com a Confissão em dia e é claro, ser batizado Católico. Portas fechadas então a todos aqueles que não tenham cumprido estes requisitos. E, por exemplo, PORTAS FECHADAS, para a ordenação de mulheres.

MATRIMÔNIO – Por exemplo, portas fechadas do Matrimônio a casais que vivem segunda união, sem que tenha havido antes a Declaração de Nulidade. Portas fechadas a todas as seitas e outras religiões, aos não batizados Católicos e a todos os que não acreditam na Igreja e nos Sacramentos.

UNÇÃO DOS ENFERMOS – Óbvio que, também aqui, existem portas fechadas, aos não batizados, aos que não desejam, aos que não acreditam, aos que odeiam a Igreja. Até para os católicos são exigidos requisitos. Se uma pessoa terminal, está em pecado grave, não se arrepende dele, vai para o inferno mesmo tendo recebido a Unção. Ela não é um salvo conduto, e está sujeita à Justiça. E isso vale para todas as seitas e outras religiões.

Portanto, TODOS os sete SACRAMENTOS, exigem pré-requisitos, e fecham as portas de acesso a eles, para quem não preenche as condições exigidas, seja pela Lei da Igreja, seja pela Lei Divina. A Exceção do Batismo, quando atendido livre desejo, NENHUM pagão – e aqui estão incluídos todos os protestantes – podem ter acesso aos nossos Santos Sacramentos, e se os receber são inválidos, e podem ser sacrílegos. Portanto PORTAS FECHADAS para eles, porque os Sacramentos são Divinas Concessões aos homens de fé e de boa vontade, eles somente podem ser concedidos, validamente, pela Igreja Católica Apostólica Romana, e isso depois de cumpridas as condições ideais.

Ademais, mesmo quanto aos protestantes, que alegam seguir Jesus Cristo, aquilo que eles têm por “sacramento” na realidade tem efeito apenas de sinal, inclusive o “batismo”. De fato, para o Católico Romano o Batismo perdoa os pecados e torna o prosélito em filho de Deus e herdeiro do Céu, e não apenas o torna católico. Entretanto, no protestantismo o “batismo” deles é um mero “sinal de pertença” àquela seita ou denominação dita religiosa. Batizam para se tornar luterano, ou pentecostal, ou assembleiano, ou até satanista, e isso nada tem a ver com sacramento. E notem que ele não exclui a ninguém.

Por fim, para os Católicos Romanos, os SETE SACRAMENTOS são como “autovias” de salvação, são caminhos criados por Deus e que facilitam nossa caminhada para o Céu e de fato nos abrem as portas da salvação, e não são meros rituais de pertença, como os das seitas protestantes, todos de natureza exclusivamente humana, e sem nenhuma validade diante do Altíssimo. Aliás, esta burla deles de fato ofende a Deus!

Terminando: Sem Batismo Católico Válido, sem o Sacramento da Reconciliação concedido pelo Sacerdote Católico, sem a Sagrada Eucaristia, Jesus Real, Vivo e Verdadeiro, NÃO se entra no Céu. E isso somente a Igreja Católica tem. Não existe misericórdia que salve uma alma, sem que ela passe, pelo menos, pela autoestrada destes três sacramentos essenciais. Disso se deduz que, conforme os claríssimos documentos da Santa Igreja, guardiã fiel e dispensadora destes tesouros infinitos, só através dos Sacramentos Católicos, é possível chegar ao Céu e se salvar.

O mistério de como Deus procede para resgatar os que vendam-se aos Sacramentos é insondável, mas sem o livre desejo, o preparo correto, a aceitação humilde e plena dos ensinamentos da Igreja, sem as normas e regras que são necessárias para sua concessão, simplesmente e definitivamente, PORTAS FECHADAS para os rebeldes. De fato, eles até podem ser dispensados, mas além de não ter validade nenhuma diante de Deus, ainda correm o risco de ser sacrílegos, tanto da parte de quem conhece as regras e as burla, quando daquele que, apenas por efeito de status, ou para enganar “a torcida”, no que tenta também enganar a Deus.

Portanto esta afirmação dele é herética. Ele pode até distribuir os Sacramentos a torto e a direito e a quem quer que seja, sem nenhum critério, e burlando todas as normas canônicas, entretanto estará cometendo sacrilégios sem conta e ao invés de distribuir bênçãos distribui maldições.

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